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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Morte de Rodrigo Castanheira: ex-piloto Pedro Turra é investigado por agressão que levou ao óbito

A morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, confirmada neste sábado (7), causou comoção em Brasília e reacendeu o debate sobre a violência envolvendo jovens. Rodrigo estava internado havia cerca de 16 dias na UTI do Hospital Brasília, em Águas Claras, após ser agredido durante uma briga na saída de uma festa.

O caso envolve o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, que está preso preventivamente no Complexo da Papuda. Com a morte do adolescente, a acusação, que até então era de lesão corporal gravíssima, deve ser reavaliada pela Justiça e pode ser convertida em homicídio culposo.

Quem era Rodrigo

Morador do Distrito Federal, Rodrigo Castanheira era estudante do Colégio Vitória Régia e descrito por amigos e familiares como um jovem tranquilo, querido e muito ligado à família. Nas últimas semanas, parentes, colegas e moradores da capital organizaram vigílias em frente ao hospital, em oração pela recuperação do adolescente.

No fim de janeiro, familiares chegaram a relatar sinais de resposta a estímulos, o que renovou a esperança de melhora. Diante disso, os pais optaram por restringir as visitas para preservar o estado clínico do filho. Apesar dos esforços da equipe médica, Rodrigo não resistiu às complicações.

A morte foi confirmada pelo advogado da família, que acompanha o caso desde o início.

Como a agressão ocorreu

Segundo a investigação, a confusão aconteceu na noite de 22 de janeiro. Testemunhas afirmam que o ex-piloto teria jogado um chiclete em um amigo de Rodrigo, o que gerou uma discussão. A situação evoluiu para agressões físicas do lado de fora do local da festa.

Durante o confronto, Rodrigo sofreu uma queda após ser atingido, batendo a cabeça e ficando desacordado. Ele foi socorrido e encaminhado em estado grave ao hospital, onde permaneceu internado até este sábado.

Prisão e investigação

Pedro Turra chegou a ser preso um dia após o ocorrido, mas foi liberado mediante pagamento de fiança de R$ 24,3 mil. Dias depois, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) solicitou uma nova prisão, alegando risco de interferência nas investigações.

Desde então, o jovem permanece detido. Durante coletiva, o delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar, afirmou que o investigado já teria se envolvido em outros episódios de violência, o que está sendo apurado em procedimentos paralelos.

A defesa de Turra contestou declarações feitas pela autoridade policial e afirmou que eventuais excessos serão questionados judicialmente. O processo segue em andamento, e o caso permanece sob investigação.

A família de Rodrigo pede justiça e respeito à memória do adolescente.


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