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terça-feira, 23 de junho de 2026
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Morte de adolescente no DF foi crime premeditado e motivado por vingança, diz advogado

A morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, foi resultado de um homicídio premeditado, motivado por ciúmes e vingança, segundo afirmou o advogado da família, Albert Halex, em entrevista neste domingo (8).

De acordo com a defesa, o crime não se tratou de uma briga isolada, mas de uma emboscada organizada por um grupo, o que reforça a tese de crime doloso, quando há intenção de matar. Para o advogado, todos os ocupantes do veículo envolvido no ataque devem responder por homicídio.

“Foi um homicídio premeditado por um grupo que realizou uma emboscada. Não foi uma briga. Todos aqueles que estavam dentro do veículo deverão responder pelo homicídio”, afirmou Halex.

Perseguição, ciúmes e histórico de ameaças

Segundo o advogado, Rodrigo vinha sendo perseguido dentro da escola por um adolescente mais novo, colega de classe, que teria ciúmes da vítima e ligação com Pedro Arthur Turra, apontado como autor das agressões.

A situação era tão grave que Rodrigo chegou a manifestar o desejo de mudar de sala para fugir da perseguição.

“Foram vários episódios. Rodrigo queria mudar de sala por causa da perseguição constante”, relatou o advogado.

A investigação aponta que esse histórico de conflitos teria sido o estopim para o ataque, tratado agora oficialmente pela polícia como homicídio.

Morte após dias em coma

Rodrigo morreu no sábado (7), após passar 16 dias em coma. Ele foi espancado na madrugada de 22 de janeiro e sofreu traumatismo craniano, além de uma parada cardiorrespiratória prolongada, não resistindo às complicações.

Autor do crime tinha histórico de violência

O principal acusado, Pedro Arthur Turra, de 19 anos, estava em liberdade no momento do crime, mesmo possuindo quatro inquéritos policiais por violência. Após a primeira prisão, ele pagou fiança de R$ 24,3 mil e foi solto. A prisão preventiva só foi decretada dias depois.

Atualmente, Pedro está detido em cela individual no Complexo Penitenciário da Papuda.

Defesa fala em arrependimento

Após a confirmação da morte, a defesa de Pedro divulgou nota afirmando que o acusado está “profundamente abatido” e demonstrando “arrependimento”. Segundo o comunicado, ele estaria buscando “amparo espiritual” por meio da leitura da Bíblia.

Para a família de Rodrigo, no entanto, os indícios reforçam que o adolescente foi perseguido, encurralado e morto em uma vingança planejada, e que o caso exige responsabilização ampla de todos os envolvidos.