Morre a primeira vítima da Influenza e vacinas acabam

A primeira morte se torna alarmante, visto que as vacinas contra a influenza acabaram. A informação foi confirmada pela coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Socorro Martins.

Foi confirmada a primeira morte por influenza no Acre. O falecimento da mulher de 32 anos aconteceu no dia 28 de dezembro na cidade de Cruzeiro do Sul. A confirmação do falecimento foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) na terça-feira, 4.

De acordo com o marido da vítima, ela já havia sido internada em duas oportunidades com suspeita de Covid-19. Vale ressaltar que alguns dos sintomas em comum existem entre a gripe e o coronavírus, como tosse, dor de garganta, mal-estar, dores no corpo e cansaço.

A primeira morte se torna alarmante, visto que as vacinas contra a influenza acabaram. A informação foi confirmada pela coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Socorro Martins.

A campanha de vacinação havia iniciado em abril de 2021, com um público alvo de 309.670 pessoas, porém a adesão foi muito baixa, não alcançando nem 20% do esperado, com isso o governo decidiu ampliar para um público mais amplo, a partir dos 6 meses.

Segundo a coordenadora do PNI, Renata Quiles, o estoque recebido foi de 315 mil doses, e foi utilizado durante o ano todo, agora o Acre aguarda que novas doses sejam enviadas pelo Ministério da Saúde. “Lembrando que é a nível nacional que todos os estados recebem certa quantidade de doses. O envio de doses é apenas uma vez (ao ano), tendo como base o público-alvo da campanha”, conta Renata.

Segundo a coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Socorro Martins, o Estado já conta com 15.386 casos de gripe. Ela também relata a grande semelhança com alguns sintomas da Covid-19, sendo os mais comuns a febre súbita, tosse, dores musculares e articulares, mal-estar e coriza. Graças a isso é possível que a gripe se confunda não só com o vírus principal, mas também com a variante Delta e a Omicron.

Ela também fala um pouco sobre a situação atual da vacinação. “Nosso quantitativo nós recebemos em março e ficamos esses meses todos vacinando. E agora com essa crise, esse aumento de casos da síndrome gripal, as pessoas correram atrás dessa vacina. Nossa rede onde ficam estocadas as vacinas nós já zeramos, as doses que tem são as que estão nas unidades e provavelmente até o final da tarde acabam também. Não temos expectativa para receber mais doses por agora. Em fevereiro deve chegar a outra vacina que contempla esse vírus que está circulando”, explica Socorro.

Entretanto, apesar do grande número de casos, não foi detectada nenhuma infecção pela nova variante H3N2, e consequentemente também não foram detectadas nenhuma coinfecção da gripe com o coronavírus.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a previsão de chegada de novas doses é abril, porém, devido a situação atual, pode haver um adiantamento para o mês de março.