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domingo, 5 de julho de 2026
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Moradores preocupados com subida das águas do rio

Moradores preocupados com subida das águas do rio

Quando as águas do rio Acre se elevam, quando o transbordamento é inevitável, alguns dos mais atingidos são os moradores da região situada no início da ladeira do Bola Preta, no Palheiral. Ali é comum o alagamento da rua Rio Grande do Sul, interrompendo o tráfego de veículos, dificultando o acesso aos bairros da Baixada do Sol, uma das regiões mais densamente habitadas da capital.

Bem no pé da ladeira mora o mecânico Josemar Torres há mais de 20 anos. Naquele local ele construiu sua oficina e é de lá que tira o seu sustento. Mas quando o rio transborda, seu imóvel é um dos primeiros a ser atingido.

“Quando vejo o rio subindo assim, eu já fico preocupado, pois sei que vou ter que me mudar com o que tenho, se não acabo perdendo tudo”, lamentou Josemar.

Na manhã desta sexta-feira, 18, observava o rio que invade o canal que passa ao lado de sua casa. O mecânico afirmava que, nas últimas 24 horas, tinha notado que a lâmina d’água tinha se aproximado muito do nível da rua. Assustado, ele alertou: “Vai ter alagação grande este ano”.

Naquele horário, a medição feita pela Defesa Civil Municipal registrava o nível do rio Acre ultrapassando a marca de 14,10 metros.

canal baixada 001

Já mais afastados da rua, mas nas margens do mesmo canal, dois casais que observavam ás águas, pensavam igual à Josemar. A preocupação de Sildemir Batista Lopes e Karolyne da Silva e Ilmar de Almeida Oliveira e Neuda Moura era com a subida rápida das águas. Eles afirmaram ser necessário estarem atentos o dia inteiro.

“A gente tem que observar sempre para não sermos pegos de surpresa. Quando o rio sobe muito rápido, chega aqui de repente. Quando isso acontece, não tem outro jeito, tem que sair mesmo”, disse Ilmar.

Ilmar costuma monitorar o canal para evitar que o seu represamento devido à grande quantidade de entulhos que os moradores jogam no seu leito. Na manhã desta sexta-feira, ele havia retirado diversas carcaças de ares-condicionados e outros entulhos diversos que lotaram a caçamba de sua caminhonete. Aquela era a segunda viagem que faria levando tudo aquilo para o aterro sanitário. Ao lado, um sofá velho e uma geladeira seriam os próximos.

“É a população mesmo que faz tudo isso. As pessoas jogam tudo que não querem mais dentro desse canal. Quando chega aqui, acaba encalhando, provocando o represamento das águas da chuva. E, nessa época do ano, chuva é o que não falta”, disse o morador.

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