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terça-feira, 30 de junho de 2026
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Monitor da Violência mostra que Acre reduziu em apenas 24 o número de mortes violentas em 2020, em relação a 2019

REPÓRTER OPINIÃO

Levantamento do Monitor da Violência, divulgado no início desta semana, mostra uma pequena redução no número de mortes violentas em 2020 ante 2019, no Acre. Em 2020, ao menos 288 pessoas perderam a vida por homicídio doloso, quando o assassinato é intencional, latrocínio, que é o roubo seguido de morte, e por lesão corporal grave seguida de morte. O número é de 24 mortes a menos que em 2019, quando foram registrados 312 óbitos.

O Monitor da Violência é uma parceria entre o site de notícias G1, da Globo, o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, iniciado em 2017. O objetivo é discutir a questão da violência no país e apontar caminhos para combatê-la, unindo linguagem jornalística à acadêmica.

Os dados mostram o Acre numa taxa de 33.3 e na faixa 4 de uma escala que vai da faixa 1, de 0 a 10, até a faixa 5, onde estão os estados com taxa maior que 40. Apesar de ainda ser alto, não houve aumento no índice, quando se observam os registros dos últimos 3 anos. Em 2018, foram 413 óbitos (taxa de 47.51), um dos mais altos do país. Neste ano, o mês que registrou mais mortes violentas foi julho, com 50 pessoas perdendo a sua vida, quase duas vítimas de assassinato por dia.  

Já em 2019, o mais fatídico mês foi setembro, com 34 mortes, enquanto que 2020 começou com janeiro sendo o mais sangrento mês. Naquele ano, 45 pessoas tiveram suas vidas ceifadas, a maioria em uma guerra entre facções rivais.

Um fato observado pelo OPINIÃO é que as medidas de distanciamento social, com recomendações como a quarentena, por exemplo, não desencorajam o crime, quando as mortes bárbaras continuaram aumentando, de 20 em março – quando o Acre registrou os primeiros casos de contaminação pela Covid-19 -, para 26 em abril, seguido de maio com 21 óbitos.

Na página do Núcleo da USP, a instituição diz que “o Monitor da Violência tem como objetivo principal chamar a atenção para o problema do crescimento dos homicídios no Brasil, com atenção especial para os estados do Norte e do Nordeste, onde as taxas cresceram de forma mais acelerada”.

E que “a concentração de redações dos grandes veículos de comunicação no eixo Rio-São Paulo acaba fazendo com que o assunto não tivesse a visibilidade merecida. Com a exposição do quadro nesses estados, a ideia era constranger politicamente as autoridades estaduais a discutirem o tema e as soluções”.