O Ministério Público do Acre reuniu na manhã desta quarta-feira, 25, na sede da instituição, a Secretaria Estadual e Municipal de Saúde e Secretaria de Educação de Rio Branco, com o intuito de planejar estratégias para aumentar a cobertura vacinal no Estado.
Com avanço da ciência, doenças que já mataram milhões de pessoas pelo mundo como difteria, poliomielite, caxumba, rubéola, meningites, pneumonias, influenza podem ser prevenidas através da vacinação.
As estratégias devem ser desenvolvidas em conjunto com a Prefeitura e Estado, além do apoio do Conselho Regional de Medicina (CRM) e Sindicato dos Médicos.
Uma delas é que o calendário vacinal das crianças passará a ser obrigatório no momento da matrícula em escolas da rede pública tanto do Estado, quanto do município de Rio Branco a partir de 2020.
A medida faz parte de estratégias conjuntas do Ministério Público do Acre (MP-AC), por meio da Promotoria Especializada e Defesa da Saúde.
“A partir de 2020 vai ser exigida a regularidade na carteira de vacinação para que seja efetuada a matrícula nas escolas. Caso se constate a irregularidade, tanto na saúde quanto na educação poderá se fazer busca ativa desse aluno”, explicou o promotor Gláucio Oshiro, da Promotoria Especializada de Saúde.
O secretário municipal de Educação, Moisés Diniz, destacou que essa medida é de suma importância para que todas as crianças sejam vacinadas.
“Com isso, a gente tem o acesso à informação e passa para o sistema de saúde que passa para o Ministério Público e envolve os moradores. Essa ação envolve a força mais importante da sociedade que é a educação”, disse.
Segundo os dados do Ministério da Saúde (MS), o Acre está abaixo da média brasileira de cobertura em quase todas as vacinas. O estado tem a 5ª pior cobertura vacinal do país.
A falta de vacinação está proporcionando a volta de algumas doenças que estavam erradicadas no país, como é o caso do sarampo em São Paulo, além do crescimento de meningites. Outro fator importante na diminuição do índice vacinal, é que o governo federal tem acenado com a diminuição de recursos destinados à imunização.
Movimento antivacina e Fake News
O movimento antivacina é uma ideia que cresce mundialmente, e teve início na Europa e América do Norte. Prova disso é o surto de sarampo que aconteceu na Itália, com mais de 4.000 casos, em agosto de 2017.
A doença, que matava mais de 2 milhões de crianças por ano no mundo na década de 1990, foi erradicada no Brasil em 2001.
“Nós combatemos as fake news com informações. Nós temos algum tipo de movimento que amedronta os país pela ignorância e pelo medo. Nosso objetivo é, com muita informação, e atuação em conjunto, superar essas fake news”, disse Oshiro.
Prefeitura de Rio Branco se prepara para aumentar a cobertura vacinal
O secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Oteniel Almeida, disse que o Município está se preparando para enfrentar o desafio de aumentar os índices de cobertura vacinal na capital. Ele afirmou que a atual gestão vem desenvolvendo ferramentas que vão agregar os sistemas de saúde, educação e assistência social.
“Essa iniciativa do Ministério Público é louvável. Vai além do seu papel de cobrar, de fiscalizar as instituições. Está buscando soluções conjuntas que vão refletir diretamente em qualidade de vida para a população. Nós estamos nos preparando para enfrentar esse desafio que é aumentar os índices de cobertura vacinal na capital, sobretudo no que se refere à primeira infância. Para isso, estamos desenvolvendo ferramentas de gestão que vão agregar os sistemas de saúde, educação e assistência social. Além disso, também iremos atuar na busca ativa das crianças que hoje estão com a carteira de vacina desatualizada”, disse Oteniel Almeida.
Presente ao encontro, o secretário de Educação de Rio Branco, Moisés Diniz, também elogiou a preocupação do Parquet para com os índices de cobertura vacinal na capital. O Ministério Público, com essa medida, está salvando vidas, vidas de nossas crianças, principalmente as mais vulneráveis”, enfatizou. (Com informações Assessoria PMRB)










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