Rio Branco
20°C
domingo, 5 de julho de 2026
00:15

Militar acreano que lidera equipes da Força Nacional em Moçambique fala sobre ações

Desde o fim de março equipes da Força Nacional de Segurança Pública atuam em Moçambique, no sudeste do continente africano, para executar a ajuda humanitária enviada ao país atingido por um ciclone tropical que atingiu mais de 1,8 milhão de pessoas. A missão é liderada pelo tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Acre, Vendernilson Peres. Ele fala sobre as ações dos brasileiros no país africano e relata a situação que a população enfrenta.

Ao todo, o grupo brasileiro é formado por 40 pessoas dividas em duas equipes. A primeira conta com 20 especialistas em busca e salvamento da Força Nacional de Segurança Pública. Já o segundo grupo também possui 20 especialistas nas atividades de resgate do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Peres conta que o desastre natural devastou toda a estrutura de Moçambique e que as ações desenvolvidas pela Força Nacional têm foco no resgate e salvação de vidas no país.

“Recentemente participamos das ações em Minas Gerais devido ao desastre que devastou Brumadinho. Aqui temos uma situação parecida, mas em maior proporção. Os treinamentos que essas equipes já receberam e a experiência adquirida em missões são essenciais para desenvolvermos um trabalho que apresente bons resultados neste momento difícil. É uma situação muito difícil, mas vamos dar o máximo para contribuir com nossos irmãos”, afirma o tenente-coronel.

Além de realizar resgastes, buscas e outras atividades, as equipes brasileiras também distribuem com diversos medicamentos para ajudar a combater doenças como a cólera, malária e outros males que se alastram pelo país após o ciclone. A ajuda humanitária brasileira foi solicitada pelo presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, ao Brasil. Os bombeiros deverão ficar no país por pelo menos 15 dias. Já a equipe da Força Nacional permanecerá por 30 dias, período que pode ser prorrogado.

Seis toneladas de medicamentos foram enviadas pelo Brasil juntamente com as equipes da Força Nacional de Segurança Pública. Além disso, o governo brasileiro também anunciou que irá doar remédios e outros insumos para o atendimento as vítimas. Segundo o Ministério da Saúde, serão enviados seis kits, com 870 quilos de materiais, que podem ser utilizados em um contingente de até 3 mil pessoas por três meses. Se houver necessidade, as equipes podem ficar por mais 30 dias.