O 9° comando da Marinha informou que acidente com motos aquáticas ocorrido no dia 12 de janeiro, no Riozinho do rola em Rio Branco, que resultou na morte da jovem Maicline Costa de 26 anos, deve ter o inquérito concluído em 90 dias.
“A Marinha do Brasil instaurou inquérito para apurar as causas e possíveis responsáveis o ocorrido. Após instaurado o inquérito, a Marinha tem o prazo de 90 dias para concluí-lo, podendo ser prorrogado por mais 90 dias, alcançando um tempo máximo de até um ano”, informou a assessoria de comunicação.
Na tarde da última segunda-feira, 28, uma equipe do Comando Geral do Corpo de Bombeiros do Acre se reuniu novamente com a Marinha em Boca do Acre, AM, para tratar da implantação de uma Agência dos Portos em Rio Branco para fiscalizar o uso de veículos aquáticos no Acre.
Apesar da nova reunião, ainda não ficou nada definido a respeito da implantação da agência. Segundo a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros, uma outra conversa na tentativa de articular a implantação foi realizada ainda na semana passada.
“Estamos preocupados com o aumento de acidentes aquáticos no nosso Estado, não temos jurisdição legal para as ações de fiscalização e apreensão de embarcações”, disse o comandante dos Bombeiros, coronel Carlos Batista.
Atualmente, no Estado do Acre, a Marinha do Brasil atua por intermédio da Agência Fluvial de Boca do Acre, responsável por atender a cidade de Rio Branco e mais 11 municípios acreanos e quatro do Amazonas; da Agência Fluvial de Eirunepé, que atende outros três municípios do Acre e três do Amazonas; e da Agência Fluvial de Cruzeiro do Sul, que abrange outros seis municípios acreanos.
Segundo dados da Marinha Brasileira, somente no ano passado foram registrados a abertura de nove inquéritos relativos a acidentes que ocorreram nos rios do Acre.
“Essas movimentações de embarcações que interferem na navegação, trafegando ou exercendo suas atividades nas proximidades dos lagos, lagoas e rios, deverão respeitar os limites impostos para a navegação, de modo a resguardar a integridade física das pessoas, e como não temos jurisdição na fiscalização dessas áreas interiores, cabe a autoridade da capitania dos portos, nas quais seus agentes têm poder de polícia para tomar as devidas providências”, disse o coronel.


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