GUILHERME LIMES
Ainda que em muita luta e resistência dentro da comunidade LGBTQIA+ durante todos os meses de um ano, mesmo este sendo considerado o mês do orgulho LGBT, a perseguição e assassinato às pessoas que compõem a comunidade ainda é uma realidade injusta, principalmente, para transexuais e travestis do Brasil. Na madrugada desta quinta-feira, 25, (mais) uma travesti não resistiu após ser espancada na capital acreana.
A estudante Fernanda Machado da Silva, de 27 anos, estava em uma via pública, quando dois sujeitos a abordaram, e em seguida começaram a agredi-la a pauladas.
O assassinato de Silva ocorreu na Rua Minas Gerais, localizado no bairro Preventório, em Rio Branco.
Silva começou a ser agredida por volta das 2:50 desta madrugada. A dupla se aproximou a acusando de furto de uma aparelho celular. A estudante negou, entretanto, começaram a espanca-la com pedaços de madeira.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, SAMU, foi acionado. Entretanto ainda que iniciado os procedimentos de primeiros socorros, a vítima não resistiu até ser encaminhada ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco, Huerb (Pronto-Socorro). Então, seu corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal, IML, para ser analisado.
A vice-presidente da Associação de travestis e Transexuais do Acre, ATTRAC, Rubby Rodrigues, está acompanhando o andamento do caso junto com a família da vítima.
Segundo Rodrigues, a ATTRAC ainda está aguardando a apuração dos dados e logo irá se pronunciar sobre.
“Nossa entidade e a família já recebemos o apoio do Centro de Atendimento à Vítima [CAV], do Ministério Público do Estado do Acre e da Defensoria Pública.”, frisou Rodrigues.
As pericias estão fazendo as investigações sobre o caso. Inclusive, o local do crime está em isolamento e análise. Entretanto, ainda não foram encontrados vestígios sobre a dupla de assassinos.
De acordo com a assessoria de comunicação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, DHPP, e o delegado responsável pela pericia do caso, Cristiano Bastos, ainda está sendo realizada a investigação concreta sobre o assassinato e também estão aguardando o laudo cadavérico para que a DHPP possa fazer um pronunciamento sobre o ocorrido.
Brasil é o país que mais assassina travestis e transexuais no mundo
Ainda que com uma queda de 24% do quadro de assassinatos em 2020, e levando em consideração a situação de pandemia no mundo, o Brasil ainda lidera no ranking de assassinatos de travestis e transexuais a nível mundial.
Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, ANTRA, este é o primeiro caso de homicídio de transexuais e travestis no Acre desde 2019.


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