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quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Lula rebate Flávio Bolsonaro e diz que não indicou Alexandre de Moraes ao STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que não foi responsável pela indicação do ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada durante participação no podcast Desce a Letra, em resposta às críticas feitas pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo Lula, Flávio divulgou um vídeo na terça-feira (15) atribuindo a ele a escolha de Moraes para o Supremo. O presidente afirmou que não ocupava a Presidência da República quando o ministro foi indicado.

“Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte”, afirmou Lula.

Moraes foi indicado por Michel Temer

Alexandre de Moraes foi indicado ao STF pelo então presidente Michel Temer, em 2017. Naquele período, Lula não ocupava a Presidência e Flávio Bolsonaro ainda não havia assumido o mandato de senador, que começou em 2019.

Lula também ressaltou que não foi responsável pelas indicações dos ministros Nunes Marques e André Mendonça, ambos escolhidos durante o governo de Jair Bolsonaro.

Ao comentar a posição de Flávio, Lula afirmou: “Ele era senador, ele deve ter votado no Alexandre de Moraes”.

Lula relaciona críticas à prisão de Bolsonaro

Durante a entrevista, Lula também apresentou sua interpretação sobre as críticas feitas por Flávio Bolsonaro a Alexandre de Moraes. Segundo o presidente, a ofensiva do senador contra o ministro estaria relacionada às decisões judiciais que atingiram Jair Bolsonaro e pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro, e não ao caso envolvendo o Banco Master.

“A bronca dele com o Alexandre de Moraes é que o Alexandre de Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro”, declarou Lula.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão e cumpre a pena.

Presidente defende direito de defesa

Na mesma entrevista, Lula afirmou que pessoas acusadas de crimes devem responder judicialmente pelos próprios atos, mas defendeu que os processos garantam o direito de defesa.

“O que eu defendo é um julgamento justo, com direito de defesa, mas, se a pessoa cometeu um delito, a pessoa tem que pagar o preço”, afirmou o presidente.