Segundo Lula, ele telefonou a Trump propondo cooperação internacional. “Liguei para o presidente Trump dizendo que, se quiser enfrentar o crime organizado, nós estamos à disposição. No mesmo dia mandei a proposta do que queremos fazer”, disse o presidente, que classificou Magro como “um grande chefe do crime organizado” e “maior devedor do país”.
O empresário, dono do Grupo Refit, é alvo da Operação Carbono Oculto, ação deflagrada em 28 de agosto que investigou um suposto esquema de sonegação e adulteração de combustíveis. A operação mobilizou cerca de 1,4 mil agentes e cumpriu mandados em mais de 300 postos em vários estados.
De acordo com investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP), mais de 190 pessoas físicas e jurídicas são alvos no inquérito que apura crimes contra a ordem econômica, tributária e lavagem de dinheiro, com estimativa de prejuízo superior a R$ 26 bilhões em tributos.
O presidente afirmou ainda que cinco navios do grupo teriam sido apreendidos pela Receita Federal, e defendeu que a cooperação com autoridades americanas é essencial para localizar e responsabilizar suspeitos que estariam em território dos EUA.
Durante o evento, Lula também defendeu o fortalecimento das ações de inteligência e pediu apoio à aprovação da PEC da Segurança Pública como instrumento para enfrentar organizações criminosas com maior efetividade.


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