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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Luana Campos diz que Iapen quer rebelião e até planeja reestruturação dos presídios após carnificina

Por Tião Vitor

A juíza de Direito da Vara das Execuções Penais, Luna Campos, confirmou ao Segunda Opinião o que já havia afirmado em outras oportunidades, inclusive, para outros veículos de comunicação: a direção do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) está intencionalmente promovendo ações que levariam a uma rebelião nos presídios do Estado. Diz, inclusive, que membros da instituição teriam visitado a cidade de Manaus para estudar os procedimentos para a reestruturação do presídio após uma possível carnificina igual ou superior à registrada no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), quando 15 detentos foram mortos durante briga entre facções no final de maio deste ano.

“São várias denúncias que chegam a aqui na Vara. Houve essa denúncia de que algumas pessoas do Iapen têm interesse em uma rebelião para que essas pessoas morram lá dentro e, com isso, eles consigam obter verbas federais”, explicou Luana Campos. “Tenho até notícias de estão lá para Manaus, onde aconteceu aquele episódio, para verificar como eles estão reestruturando o sistema”, completou.

A magistrada aproveitou para fazer um apelo a essas pessoas. Ela pede que, se houver mesmo essa intensão, que eles abortem as iniciativas para tal, pois não é o adequado ter uma rebelião.

“Se houver uma rebelião, não morrem só os presos, podem morrer também os agentes penitenciários”, alerta.

Como exemplo de ações intencionais do Iapen, Luana Campos cita a proibição de televisões, rádios e até ventiladores nas celas do pavilhão O. Cita, ainda, a proibição do cigarro e as tentativas de reduzir ou até impedir as visitas íntimas e as visitas de parentes, que está suspensa desde a semana passada.

“No caso do cigarro, se o Iapen quer tolher ou retirar esse vício, ele tem que dar o tratamento médico para tanto.”

O vício do cigarro é uma dependência química e, como tal, provoca efeitos diversos quando da abstinência imediata. Em casos assim, o viciado passa dor de cabeça, irritabilidade, dificuldade de concentração, ansiedade e alteração do sono. Podem resultar, também, em aumento do apetite, tristeza e até depressão.

Alguém que passa por esses sintomas pode se tornar mais agressivo. Estando esse indivíduo preso em uma cela superlotada, como é o caso dos presídios do Acre, pode ser o gatilho para um grande tumulto, violência, morte e até rebeliões de grande porte.