O líder indígena Isaka Ruy, da etnia Huni Kui, está foragido da Justiça após ser acusado de estuprar a turista chilena Loreto Belén Manzo, durante uma vivência espiritual na aldeia Me Nia Ibu (São Francisco), no município de Feijó, interior do Acre.
A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, que revelou que Isaka já estava sendo monitorado pela polícia antes mesmo do registro formal do crime. No entanto, ao tomar conhecimento da investigação, o suspeito fugiu da comunidade.
Segundo o delegado Dione Lucas, responsável pelo caso, a prisão preventiva foi decretada após a vítima apresentar provas, como vídeos, registros de pagamento e sinais de agressão física. “Solicitamos a prisão com base em elementos consistentes. A Justiça acatou, mas, enquanto aguardávamos a formalização do mandado, ele fugiu”, explicou.
O caso teve repercussão internacional após Loreto relatar, em vídeo publicado nas redes sociais, ter sido abusada sexualmente por Isaka durante um ritual. Ela contou que, no dia 19 de maio, o líder indígena aproveitou um banho medicinal para tocar suas partes íntimas. Dias depois, durante um ritual na selva, ele a teria estuprado. A turista ainda relatou ter sido agredida pela esposa de Isaka, e afirma que seu celular foi tomado para apagar provas do crime.
A chilena retornou ao Chile após registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, com o apoio da Assistência Municipal para Mulheres, em Rio Branco.
A Polícia Civil do Acre informou que segue em diligências para capturar o suspeito e concluir o inquérito até a próxima quarta-feira (10). O caso é tratado com prioridade e sigilo processual, por envolver crime sexual, vítima estrangeira e possíveis tentativas de obstrução de justiça.



?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>