Felipe Edvaldo Meneses Iglesias, de 34 anos, conhecido pelo apelido de “Tocha” e apontado por autoridades como integrante de liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi morto na quarta-feira (20) em Santa Ana del Yacuma, no norte da Bolívia.
O ataque ocorreu em uma área próxima à Praça Triangular. Conforme informações das autoridades bolivianas, o brasileiro seguia em uma motocicleta quando foi interceptado por ocupantes de uma caminhonete escura.
As investigações iniciais trabalham com hipóteses ligadas à disputa entre grupos criminosos e possíveis conflitos relacionados ao tráfico de drogas na região amazônica. Até o momento, os responsáveis pelo crime não haviam sido oficialmente identificados.
Investigação apura motivação e circunstâncias do ataque
Imagens de câmeras de monitoramento analisadas pela polícia registraram o momento da abordagem. Segundo relatos das autoridades locais, após a interceptação, disparos foram efetuados contra o brasileiro.
O comandante do departamento policial de Beni informou que equipes especializadas passaram a atuar no caso para identificar autores, conexões criminosas e possíveis mandantes.
Testemunhos reunidos na investigação também indicam que um dos envolvidos teria registrado imagens do local antes da fuga, comportamento que passou a integrar as linhas de apuração sobre eventual comunicação entre integrantes do grupo criminoso.
Uso de identidades falsas e permanência clandestina
De acordo com a polícia boliviana, Iglesias utilizava documentos e identidades diferentes para circular pelo país e evitar localização pelas autoridades.
Os nomes atribuídos a ele durante o período de fuga teriam sido usados em deslocamentos e atividades realizadas após deixar o sistema prisional.
Histórico inclui prisões e fugas em território boliviano
A passagem do brasileiro pela Bolívia já havia chamado atenção das autoridades em anos anteriores. Ele foi preso inicialmente sob acusação relacionada a homicídio e posteriormente transferido para uma unidade considerada de segurança máxima.
Mesmo sob monitoramento reforçado, conseguiu escapar em ocasiões distintas, o que gerou investigações internas sobre falhas de segurança e possível colaboração externa.
Durante uma das fugas atribuídas ao grupo, um policial morreu e outro ficou ferido, episódio que ampliou a repercussão do caso dentro do sistema penitenciário boliviano.
Após permanecer foragido por meses, Iglesias voltou ao radar das autoridades até ser localizado já sem vida nesta semana. O caso segue sob investigação.
Com informações NDMais


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