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quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Leo de Brito fala da aprovação da Reforma Trabalhista, na Câmara

Leo de Brito fala da aprovação da Reforma Trabalhista, na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada de quinta-feira (27) o texto da Reforma Trabalhista, que agora segue para o Senado. O deputado federal Leo de Brito, que votou contra a proposta, fala da preocupação com a aprovação da pauta que, segundo ele,  precariza as relações de trabalho, que ataca de maneira muito forte os princípios do Direito do Trabalho.

“O Direito do Trabalho, meus amigos, foi criado exatamente para dar condições de igualdade a trabalhadores e empregadores. O que está acontecendo agora, com essa proposta de precarização, de enfraquecimento da Justiça do Trabalho e do acesso à Justiça do Trabalho, de enfraquecimento da organização sindical dos trabalhadores, é exatamente o enfraquecimento dos trabalhadores”, destacou o deputado.

Nesta sexta-feira (28), Brito participa em Rio Branco da Greve Geral em defesa dos trabalhadores, realizada em todo país. “Há movimentos que são ilegítimos e oportunistas dizendo que essa Greve Geral é greve de vagabundos. Eles enganaram muitas pessoas que foram para as ruas e agora estão tendo seus direitos retirados.

Vamos fazer um grande ato e parar o Brasil, porque nós não aceitamos esse tipo de hipocrisia que está acontecendo no País, em que os trabalhadores vão ter que pagar pelo golpe”.

Principais pontos da reforma

A jornada, que hoje é de 44 horas semanais, com no máximo 8 horas por dia de trabalho, pode chegar até a 48h semanais a jornada diária pode chegar até a 12 horas; Mulher grávida ou lactante poderá trabalhar em ambientes considerados insalubre; trabalhadores terão mais dificuldade de ingressar com ações judiciais; O período de férias também poderá ser fatiado em até três vezes.

Para o parlamentar, a justificativa do atual governo Temer de que, com a possibilidade de negociação entre empregador e trabalhador, haverá mais geração de emprego e modernização do trabalho não é plausível. “Na verdade, estão querendo voltar para o século XIX, para uma relação de exploração dos trabalhadores. Quem vai ganhar nessa história toda são os empregadores”, afirma.