A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) está prevista para entrar na pauta de votação na sessão de quinta-feira, 11, na Assembleia Legislativa do Acre. Diferente dos anos anteriores, desta vez os deputados estaduais receberam a matéria com bastante antecedência, primeira quinzena de maio. O que confere dizer que tiveram tempo o suficiente para analisar a proposta. Porém, isso não foi capaz de fazer com o Poder Legislativo pudesse atender aos pedidos do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas e até mesmo da Defensoria Pública do Acre, de reajuste no repasse. A falta de recursos tem sido o maior inimigo dos poderes constituídos nesse momento de negociações. Nos bastidores, se fortalece os rumores de que o governador Gladson Cameli (PP) não abriu um centímetro para alterar as bases de cálculo. O único aceno positivo foi com relação as instituições que possibilitam o estado arrecadar mais em 2020. Ainda assim, os repasses devem ser feitos de modo suplementar, ou seja, dependendo da boa vontade do executivo. Com R$ 100 milhões a menos no orçamento para o ano que vem, previsto em R$ 5,9 bilhões, Cameli tem que adotar medidas austeras para não correr o risco de ‘travar’ o estado em 2020. Um passo maior do que a perna pode lhe custar muito caro.
DESCONFORTO NA PASTA
A passagem da secretária de Saúde do Estado, Mônica Feres, ontem pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) não chegou a ser um furacão, mas suas afirmações geraram certos desconfortos na pasta, em especial, por dizer que os servidores estariam fazendo “corpo mole” em suas respectivas atividades.
NOTA DE REPÚDIO
Teve até nota de repúdio por parte do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (SINTESAC), que não admitiu ver a gestora atribuir a culpa aos servidores das mazelas do Sistema de Saúde.
FIRME
Durante toda a sabatina, a secretária mostrou-se firme, respondendo a todos os questionamentos que lhe era feito, expondo a metodologia adotada em sua administração. Levando em conta sua fala, a falta medicamentos nos hospitais, recursos humanos nas unidades hospitalares, enfim, representam apenas a ponta do iceberg, ou como ela mesma afirmou, “um grão de areia no oceano”. Os problemas vão além da falta de insumo e profissional, a questão é que o sistema de saúde no Acre não funciona. E nesse ponto a gestora tem razão em criticar o corpo de servidores da Saúde, que acabam contribuindo com esse resultado quando não desempenham suas funções como deveriam.
CULPADOS?
Claro que não se pode atribuir a culpa exclusivamente aos servidores. Ao longo dos últimos anos a pasta sofreu com péssimos gestores. A consequência disso foi o agravamento dessa situação. Enfim, independente de quem já tenha passado pela pasta, o fato é que caberá a Mônica Feres a dura tarefa de fazer a ‘roda girar’. Portanto, o tempo não é de achar culpados, mas soluções. E é exatamente isso que os acreanos esperam dela.
PRÓ-SAÚDE I
Quanto ao Pró-Saúde, a fala da secretária trouxe certa esperança aos profissionais. Caso permaneçam contratados pelo estado, a gestora sinalizou que existe um campo a ser explorado onde eles podem atuar, que seria no Hospital das Clínicas do estado. Ela alega que a unidade fica praticamente vazia após as 17 horas e que a mão de obra pode ser aproveitada no local.
REVOLTADO
Os posicionamentos da secretária lhe renderam a pecha de arrogante. O presidente do Sintesac não perdoou a referência ao ‘corpo mole’. Disse ainda que ela desconhece a realidade da saúde no estado.
PHD EM ARROGÂNCIA
“Importar uma pessoa PHD em arrogância, que quer militarizar a saúde, que não conhece a nossa realidade e que chega aqui com uma receita de bolo pronta baseada na realidade de Brasília, Minas Gerais ou sei lá qual lugar, não vai funcionar”. Troca de insultos também não, senhor presidente.
TEM RAZÃO
O vereador N. Lima (PSL) não curtiu nadinha essa história do governador Gladson Cameli (PP) ceder o delegado e ex-secretário de Segurança do estado, Emylson Farias, para ficar à disposição da Assembleia Legislativa. O parlamentar acredita que trata-se de uma jogada política para, quem sabe, viabilizar sua candidatura a prefeito de Xapuri. Plausível!
QUAIS MOTIVOS?
- Lima tem razão em questionar, haja vista que, em tempos de crise na Segurança Pública, com aumento na onda de violência, chega a ser estranha essa situação, para não dizer imoral.
CAIU
Apesar de suscitado sua permanência no comando da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Ministério da Agricultura no Acre (MAPA), Luziel Carvalho acabou por cair do cavalo. Sua demissão já foi até publicada no Diário Oficial da União (DOU).
INDICAÇÃO
Ponto para a deputada federal Vanda Milani (SD) que conseguiu emplacar o veterinário Fernando Renan Kappes Bartoloso, que até então trabalhava no Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre.
PROGRAMA MAIS MÉDICOS
O depurado federal Alan Rick (DEM) articulou ontem uma reunião entre a bancada federal do Acre e o Secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Erno Harzeheim. Na pauta, um tema de muita relevância para a população, o Programa Mais Médico.
NA REUNIÃO
Além da bancada federal, também participou da reunião a prefeita de Rio Branco Socorro Neri (PSB) e a prefeito de Epitaciolândia, Tião Flores (PSB).
O desejo da bancada era convencer o secretário a colocar os municípios classificados com perfil de 1 a 3, onde está inserida a capital Rio Branco, no último edital do Mais Médicos. Pleito negado, porém, receberam a garantia de que um novo programa será apresentado pelo Ministério da Saúde. Estima-se que este novo programa irá dobrar a quantidade de vagas em municípios pequenos, além de incluir capitais e outras regiões de acordo com critérios que ainda serão divulgados. Resultado, a princípio, satisfatório.
FRASE
“O prejuízo está sendo enorme para taxistas, mototaxistas e para o transporte coletivo. São empregos, rendas familiares, que estão sendo atingidas. O Poder Público tem que tomar medidas severas, com punições aos clandestinos. Não podemos permitir que uma empresa de aplicativo atue na nossa cidade sem estar legal. Tem que se cadastrar e pagar a taxa, assim como outras empresas fizeram”.
(Vereador Marcos Luz, do MDB, ao cobrar fiscalização mais severa e punição ao motoristas clandestinos)





?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>