Vereador cobra respostas para problemas estruturais e pede mais respeito às demandas da população
Na manhã da última terça-feira, 24 de fevereiro, o vereador Kennedy protagonizou um dos discursos mais enfáticos durante a sessão da Câmara Municipal de Boca do Acre. Em sua fala, o parlamentar manifestou insatisfação com o que classificou como falta de resolutividade da Secretaria Municipal de Obras, especialmente em relação às demandas apresentadas por moradores.
Kennedy afirmou que parte das cobranças feitas por vereadores não tem recebido a devida atenção. “Meu amigo, tenha mais respeito com esta Casa. Nós recebemos votos de confiança para estarmos aqui. O secretário deve fazer o serviço com excelência, porque ele é secretário do povo, igual eu sou”, declarou da tribuna.
Durante o pronunciamento, o vereador também abordou problemas recorrentes em áreas urbanas, citando a situação da Praia do Gado. Segundo ele, moradores enfrentam diariamente dificuldades causadas por ruas alagadas. “A população não aguenta mais os problemas da Praia do Gado”, disse, ao relatar que, após cobrar providências, ouviu de um gestor da pasta o pedido de “calma”.
Em outro trecho, Kennedy fez referência ao período de recesso legislativo. “Nós entramos de recesso no dia 9 de dezembro, e acho que o secretário entrou junto com a gente e não voltou mais. Secretário, tenha respeito pela população”, afirmou.
O discurso contrastou com manifestações de apoio de outros parlamentares à administração municipal. O vereador ressaltou que seu mandato, embora recente, não se exime de discutir questões herdadas. “Enfrentamos problemas que outras gestões já enfrentaram. Vou olhar para o retrovisor da história, mas não serei omisso. Eu posso cobrar agora”, declarou.
A sessão também foi marcada por comentários sobre a dinâmica entre Legislativo e Executivo. Kennedy defendeu maior independência institucional e reforçou que o papel do vereador é fiscalizar e representar os interesses coletivos.
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Boca do Acre, sob gestão do prefeito Frank Barros, e a Secretaria Municipal de Obras não haviam se pronunciado oficialmente sobre as declarações feitas em plenário.
A postura de Kennedy contrasta com a maioria dos parlamentares. Há relatos de vereadores que dizem: “Se o pedido vem do prefeito, eu assino sem olhar e sem saber o que é, pois ele manda”. Trata-se de um agente p[ublico que não honra o cargo e função, pois é pago para olhar atender o povo, mas é capacho do prefeito.


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