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domingo, 5 de julho de 2026
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Jovem que residia em Boca do Acre conta como é a rotina em Portugal por conta do Coronavírus

AGOSTINHO ALVES

O jovem rondoniense, Jaider Schuassb, que residia em Boca do Acre, e agora mora em Portugal, conversou com o Jornal Opinião e contou como está sendo a rotina em terras lusitanas depois que o Coronavírus tomou conta do mundo.

As medidas adotas lá, não são diferentes das que são exigidas no Brasil. Schuassb disse que o governo português decretou uma série restrições, até maior grau de severidade, como forma de conter o avanço do vírus.

Uma delas foi requerer que aquele que for avistado nas ruas, deverá comprovar a necessidade de não estar em casa, como trabalho, realizar compras, entre outras atividades essenciais permitidas, porém regradas.

“O governo federal decretou pra ninguém sair de casa, a não ser para ir ao hipermercado ou trabalhar, e tem que ter prova que está indo ao mercado ou trabalhar”, relatou.

“Bares e lanchonetes, lojas de construção e atendimento telefônico, todos foram fechados”, acrescentou.

Multa pesada
Diferentemente do Brasil, onde há flagrante descumprimento das recomendações, na europa, especificamente em Portugal, a reação à quem desobedece as normas, é atingir logo o bolso.

Jaider lembrou que no decreto, o governo estabeleceu uma multa de mil euros para quem descumprir as determinações. Ou seja, convertendo para reais, o português que for flagrado nas ruas, sem necessidade comprovada, irá ter que desembolsar pela teimosia, nada menos do que ´R$ 5.510,00.

“Em todas as lojas quando você vai fazer compra você é vistoriado por um termómetro. Isso acontece no trabalho também. É para saber se você, ou não, um suspeito de ter o Coronavírus”, disse.

Ida para Portugal
Jaider reside atualmente na cidade de Rio Maior, onde trabalha em um frigorífico de suínos, como desossador. O jovem foi sondado por um olheiro, que observou a habilidade do brasileiro trabalhando no frigorífico Frizam, em Boca do Acre, e fez o convite para que ele fosse trabalhar do outro lado do pacífico, em terras de Pedro Álvares Cabral.