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terça-feira, 28 de julho de 2026
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Jovem atacada após recusar namoro faz apelo por justiça e convoca manifestação

A jovem Alana Anísio Rosa, de 20 anos, se pronunciou publicamente pela primeira vez após sobreviver a uma tentativa de feminicídio em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela fez um apelo por justiça e convocou a população para acompanhar a primeira audiência do caso.

“Porque eu sei que se não se fala, se não se posta, se não se compartilha, as coisas são facilmente esquecidas, principalmente com a justiça aqui do Brasil”, declarou.

A audiência está marcada para o dia 15 de abril de 2026, às 14h, no Fórum Regional de Alcântara. A jovem convidou apoiadores para uma manifestação em frente ao local, com o objetivo de dar visibilidade ao caso.

“Eu queria chamar a todos para realizar uma manifestação […] para relembrar a todos que o que aconteceu comigo não deve e não pode ser esquecido”, afirmou.

Relato expõe realidade de vítimas

Alana também destacou a exposição enfrentada por vítimas de violência, que muitas vezes precisam abrir mão da privacidade para cobrar justiça.

“Como a maioria das vítimas, a gente precisa abrir mão da nossa privacidade […] para cobrar justiça”, disse.

Ela ainda reforçou a sensação de insegurança vivida por mulheres no dia a dia. “Nós mulheres não estamos seguras na rua, no trabalho, na academia e nem na nossa própria casa”, completou.

Relembre o caso

O crime aconteceu na noite de 6 de fevereiro, quando a jovem foi atacada dentro da própria casa após recusar um pedido de namoro. O agressor, um vizinho de 22 anos, invadiu o imóvel e a feriu diversas vezes.

De acordo com as investigações, ele já vinha assediando a vítima há meses. O ataque só foi interrompido quando a mãe da jovem chegou do trabalho, ouviu os gritos, conseguiu expulsar o suspeito e prestou socorro.

O homem foi preso em flagrante, e a prisão foi posteriormente convertida em preventiva.

Recuperação e pedido por justiça

A jovem ficou quase um mês internada, passou por cirurgias e recebeu alta no início de março. Atualmente, segue em recuperação em casa.

Ao se manifestar, ela reforçou a importância de punição rigorosa. “A sociedade não pode tolerar que mulheres sejam caladas e que o nosso ‘não’ não seja aceito”, afirmou.