O deputado estadual Jenilson Leite (PSB) criticou o governador Gladson Cameli (PP) por afirmar, em coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira, 28, no Palácio de Rio Branco, que a aprovação da reforma no Sistema de Previdência do Acre, bem como alterações no regime próprio da previdência dos servidores não retira direitos dos servidores.
De acordo com o socialista, o governador falta com a verdade. “Uma pessoa que ia se aposentar daqui a cinco anos, agora vai ter que esperar dez para poder se aposentar. Isso é retirada de direito ou não?, questionou. E acrescentou: “Além disso, aumentou a idade mínima para se aposentar e o tempo mínimo de contribuição para fazer jus ao benefício”.
Jenilson pontua que o recuo do governo do Estado quanto a sexta-parte, licença-prêmio e auxílio-funeral somente ocorreu devido à pressão realizada pelos servidores públicos e sindicatos. Do contrário, ainda de acordo com Jenilson, esses direitos também teriam sidos suprimidos.
“O governo mandou para a Assembleia o projeto que retirava sexta parte, licença prêmio, auxilio funeral, Lei Naluh. E nós encampamos esta luta e conseguimos manter. A verdade é essa. Não foi bondade do governo, foi a luta dos trabalhadores do Acre que garantiu a manutenção desses direitos”, disse o deputado.
Para o parlamentar, Gladson precisa assumir o ônus de suas ações. “Ele pode dizer que fez a reforma pois é necessário para diminuir o déficit previdenciário. Mas querer dizer que não houve retirada de direito é faltar com a verdade”.
Disse mais: “Quando o governador diz que não houve retirada de direito, está afirmando que os deputados de oposição e sindicatos estão mentindo. Nós não estamos fazendo uso político dessa atitude contra os direitos do povo que o governador tomou, estamos apenas defendendo os funcionários públicos do Acre”, finalizou Jenilson.


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