Laudo da PF aponta procedimento eletivo, mas recomenda que reparo ocorra “o mais breve possível” diante de piora do sono e da alimentação
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta sexta-feira (19) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja submetido a uma cirurgia após a constatação de hérnia inguinal bilateral.
A decisão ocorre depois de uma perícia da Polícia Federal (PF) indicar a necessidade de reparo cirúrgico em caráter eletivo, mas registrar que o procedimento deve ser realizado “o mais breve possível”, diante da refratariedade aos tratamentos adotados e do aumento do risco de complicações.
O que a perícia apontou sobre o quadro de saúde
Segundo o laudo da PF, apesar de classificada como eletiva, a cirurgia é recomendada com urgência relativa devido à piora do quadro clínico, incluindo dificuldades no sono e na alimentação.
O documento também aponta risco de agravamento da condição herniária em razão do aumento da pressão intra-abdominal, o que pode levar a complicações mais graves caso o reparo não seja realizado.
Jair Bolsonaro já havia passado por cirurgia de desobstrução intestinal em abril deste ano, em decorrência de complicações relacionadas ao atentado sofrido em 2018.
Por que Moraes autorizou o procedimento
Com base na conclusão da perícia médica da Polícia Federal, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a realização da cirurgia para tratamento da hérnia inguinal bilateral.
A decisão leva em consideração o entendimento técnico de que, embora não seja uma emergência imediata, o procedimento não deve ser postergado diante da evolução do quadro clínico.
Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, em razão de condenação a 27 anos e 3 meses de prisão no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado.


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