Após manifestação no Salão Marina Silva, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), representantes indígenas foram recebidos pelo presidente em exercício da Casa, deputado Jenilson Leite (PCdoB). O encontro ocorreu na quarta-feira, 27. Eles são contra a proposta do Ministério da Saúde, que almeja extinguir a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e repassar para os municípios a responsabilidade de oferecer assistência em saúde aos índios.
A extinção da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) é um dos problemas que mais preocupa os índios. A medida foi anunciada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no último dia 20. Indígenas afirmam que o atual sistema de saúde pública oferecido pelos municípios não possui capacidade para arcar com todo o trabalho realizado pela Sesai.
Em todo o país várias etnias realizam protestos. Os indígenas pedem o apoio do poder público, da sociedade civil e do judiciário para assegurar a garantias de seus direitos. Eles alegam que os povos indígenas brasileiros foram vítimas de massacres e etnocídio que até os dias atuais impactam diretamente suas vidas.
O representante indígena Antônio Apurinã disse que os índios estão sendo tratados pelo presidente Bolsonaro como ‘invisíveis’.
“Estão nos tratando como se não existíssemos, como se fossemos invisíveis. Nós lutamos tanto para ter nossos direitos assegurados e agora vem um presidente querendo o retrocesso das comunidades indígenas. Estamos aqui deputados para pedir que nos ajudem, que nos defendam. Só queremos que se cumpra o que está assegurado na Constituição Federal, só isso”, disse.
Para a indígena Letícia Yawanawá, a extinção da Sesai representa um retrocesso para o povo indígena. “Representa a morte do nosso povo. O Acre possui 458 comunidades indígenas e nós não podemos permitir que o retrocesso chegue aqui. Nós queremos o fortalecimento das nossas comunidades. Se antes já não estava bom, agora vai ficar pior ainda. Poxa, o presidente foi eleito com o voto do nosso povo também, ele disse que ia nos ajudar, mas agora está querendo nos prejudicar dessa forma? Assim não dá”, complementou. (Com informações Assessoria Aleac)



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