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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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HUMANIZAÇÃO NA SAÚDE

Fortalecer a área da Saúde vai muito além da inauguração de novas unidades. Há toda uma estrutura que deve ser levada em consideração, que passa por medicamentos, aparelhos de exames e, em especial, profissionais qualificados. A saúde hoje carece de pessoas realmente compromissados em salvar vidas. São comuns os relatos de pacientes que foram desrespeitados ou humilhados em alguma unidade de saúde, desde a recepção até o médico. E isso não acontece somente na Capital. As cidades do interior também vivenciam isso, infelizmente. O governador Gladson Cameli (PP) está correto ao declarar “guerra” contra essa situação. Reunido no último final de semana com a equipe governamental, o progressista foi bem enfático em pedir o fim da ‘guerra de egos’ entre seus gestores. ‘É pelo bem da coletividade’, disse ele. É preciso fazer as coisas andarem. O caos reina nas unidades de Saúde. Gladson já determinou a desburocratização das ações, mas nada mudou. O que de fato está faltando? Talvez compromisso desses gestores com as demandas do povo. Como bem frisa Cameli “todos devem botar o coração nessa cruzada pela vida”. O que o povo precisa e merece é de uma Saúde humanizada.

FORA DO DEM

O ex-secretário de planejamento do governo do Acre, Raphael Bastos pediu desfiliação do Democratas. Já não andava mais em sintonia com a legenda e muito menos com o grupo político de Alan Rick.

AINDA CHATEADO

Outro episódio que abalou a relação de Raphael e a legenda (leia-se Alan Rick) foi a exoneração precoce do cargo de secretário de Planejamento. Parte do Democratas queria romper com ogoverno, mas Alan Rick permaneceu na base. Esse posicionamento de Alan teria deixado o agora ex-democrata chateado. Resolveu dar um tempo da política.

CPI DOS CONSIGNADOS

Os deputados estaduais instalam nos próximos dias a CPI dos Consignados (mais uma para a conta dos parlamentares). O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) assegura que não terminará em pizza. Vejamos!

CONTA IMPAGÁVEL

“Temos que dar satisfação aos funcionários que estão perdendo grande parte dos vencimentos para os bancos. É uma conta impagável que se arrasta desde o governo de Jorge Viana, do PT”, disse Gonzaga.

NÃO RECEBEM MAIS

A CPI conta também como total apoio do líder do governo, Luiz Tchê. Em pronunciamento ontem na Aleac, ele destacou que “antigamente, os servidores públicos recebiam no fim do mês e era feito uma festa nos mercados, nas pizzarias, enfim, hoje o dinheiro fica todo nos bancos e financeiras. A maioria estão com mais de 90% dos salários comprometidos”.

CONFUSÃO A VISTA I

O prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros (PSDB), ainda não engoliu a decisão do MDB em ter candidatura própria na eleição municipal do próximo ano para prefeitura do município. Ele contava com o apoio da legenda. Como forma de protesto exonerou os emedebistas que ocupavam cargos importantes em sua gestão.

CONFUSÃO A VISTA II

A atitude de Gedeon não foi bem vista pelo MDB. Ainda que a legenda decline da ideia de ter um candidato a prefeito, Gedeon não terá o apoio dos emedebista em sua reeleição.

DESGASTE

A possível a candidatura de Roberto Duarte (MDB) a prefeitura de Rio Branco tem sido um dos principais assuntos nas rodas de conversa. Uns acreditam que o emedebista tem grandes chances de vencer, já outros acham que o processo eleitoral irá desgastar seu mandato de deputado estadual. A exemplo de Eliane Sinhasique em 2016.

Perdeu, Bestene!

Na queda de braço entre o deputado José Bestene (PP) e a secretária de Saúde, Mônica Feres, a gestora tem levado a melhor. Desde que o progressista decidiu bater de frente com ela, tem perdido espaço no governo de Gladson Cameli.

DERROTA

Essa semana teve que engolir a seco mais uma derrota. O governador Gladson Cameli, a pedido de Feres, exonerou o superintendente da Fundhacre, Lúcio Brasil. O dentista era da cota de Bestene.

ERA PREVISTO

A saída de Lúcio Brasil da direção da unidade não era mais novidade. O próprio governador Gladson Cameli demonstrou inúmeras vezes sua insatisfação a gestão de Lúcio. Ele chegou a ser mantido por duas semanas no comando da Fundação por força política do deputado estadual José Bestene (PP), correligionário de Gladson Cameli, mas a mão do parlamentar não foi suficiente para mantê-lo no cargo.

FIM DA FARRA

Uma das promessas de campanha do governador Gladson Cameli (PP) foi colocar um fim na pensão de ex-governador. Desde que assumiu o governo do estado vem buscando uma brecha jurídica afim de suspender os pagamentos. Uma recente decisão do STF pode lhe ser favorável. Os ministros do STF invalidaram um dispositivo da Constituição Estadual do Piauí, semelhante a que constava na Constituição do Acre, o artigo 77, que suprimido pela EC 46/2017. Caso tenha efeito cascata, atinge o Acre, sem dúvidas.

DESPESA ALTA

A despesa para o governo com esse pagamento é alta. Em julho, por exemplo, saíram dos cofres públicos para este fim R$ 714.035,64.

PODE MUDAR DE IDEIA

O deputado federal Alan Rick (DEM), caso tenha pretensão de concorrer à prefeitura de Rio Branco, não deve se empolgar com um possível apoio de Gladson. Apesar de ter sido elogiado pelo progressista essa semana, o mesmo elogio já foi direcionado para outros pretensos candidatos. Não foi algo exclusivo para o democrata.

NA ALEAC

O diretor-presidente da Emater Acre, Tião Bocalom, disse que vai à Aleac apresentar aos deputados o plano de agronegócio idealizado pelo governador. A ideia é informar aos parlamentares sobre as ações que Gladson pretende executar nessa área de investimento.

ORÇAMENTO

Até dezembro os parlamentares vão aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA). Ou seja, o orçamento para trabalhar em 2020. Certamente, Tião Bocalom quer se antecipar e pedir o apoio da Casa para a extensão rural.

REUNIÃO

Tião Bocalom se reuniu com pecuaristas e agricultores ligados à Federação da Agricultura e Pecuária (FAEC), presidida por AssueroVeronez, na última segunda-feira. Na próxima quinta, ele se reúne com os agricultores da Agricultura Familiar, ligados à Fetacre. O intuito é fazer com que todos conheçam o plano de gestão. Isso lhe garante muitos apoios. Agendas positivas.

O OUTRO LADO

O prefeito de Acrelândia, Ederaldo Caetano, se pronunciou sobre a denúncia do Ministério Público acerca de suposta irregularidade na aplicação de recursos do FUNDEB. Disse que foi feita a devida prestação de contas sobre esses recursos e que, posterior a isso, houve o arquivamento do processo pelo Ministério Público Federal. Foi uma surpresa para ele esse assunto ter voltado a ordem do dia.

FRASE

“As linhas estão ficando cada vez mais perigosas, sendo necessário o Poder Público agir. Várias cidades do Brasil já proibiram a comercialização do cerol, da linha chilena e de outras com elementos cortantes”.

(Vereador João Luz, do MDB, ao comentar o PL que proíbe a comercialização do cerol)

TÃO ACRE

DEFUNTO FUJÃO

No bairro antigamente denominado Rabo da Besta, no Quinze, morreu um anônimo cidadão vagamente conhecido de cinco craques do futebol do passado acreano glorioso. Eram eles Boá, Orcette, Zé Cláudio, Benedito e Caetano. Chovia torrencialmente naquela tarde. Não existia ponte, para abreviar o caminho. Os cinco, na hora de carregar o caixão de madeira de pano preto e frisas amarelas, foram pelo barranco do Quinze e pegaram carona de um ribeirinho condoído naquele triste cortejo fúnebre. Saíram bem do lado do Papoco, de onde pegariam a pista até o cemitério São João Batista.

Naturalmente que o quinteto estava por causa da chuva súbita e da missão especialíssima, completamente trebado. A descida até o casco fez ser sem contratempos. O problema foi no barranco no Primeiro Distrito. O sirineus futebolistas, bebendo generosas talagadas da Cocal no gargalo, a custo retiraram o caixão da canoa. O barranco de barro liso como sabão, o caixão pesado e mal feito produziu insólita cena: o de cujus saiu pelo fundo quase mergulhando no Rio Acre, impedido providencialmente pelo Orcette Gomes do Vale, o mais ou menos bom. Recolocaram, no que subiam, outra vez o finado, enlameado e irreconhecível escapou pelo fundo e levou de roldão todo mundo.

Zé Cláudio espoletou-se, pegou o morto, ameaçou, enquanto os companheiros botavam dentro do recipiente chamado paletó de madeira.

-Se tu escapar de novo, te cubro na porrada.

O defunto, moita. Posto no caixão, outra saída. Levou a prometida surra. Caetano e Boá subiram às quedas com o caixão, Zé Cláudio, Orcette e Benedito arrastaram penosamente o infeliz sob os olhares de curiosos pendurados no alto do barranco sem ligar para o toró medonho, onde enfim ajeitaram-no no caixão para o enterro sem choro, vela se oração.