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quinta-feira, 4 de junho de 2026
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Alta da gasolina no Amazonas: reajuste e tensão no Oriente Médio pressionam preços nos municípios

O preço dos combustíveis voltou a subir no Amazonas após um reajuste aplicado pela Refinaria da Amazônia (Ream), em Manaus. O aumento ocorre em meio a fatores como o monopólio regional da produção e o cenário internacional de tensão no Oriente Médio.

Na capital amazonense, o valor da gasolina saltou de R$ 6,90 para R$ 7,30 no último fim de semana, surpreendendo consumidores.

Reajuste começou na refinaria

O aumento começou a ser sentido em Manaus no sábado (7) após a refinaria aplicar um reajuste de R$ 0,22 no litro da gasolina. O valor cobrado passou de R$ 3,2450 para R$ 3,4650, sem considerar tributos.

Esse é o maior preço do combustível na refinaria desde a privatização da unidade em 2021.

Preço já subiu em cidades do interior

Em Boca do Acre, no sul do estado, o preço da gasolina também aumentou. O valor nas bombas passou de R$ 7,49 para R$ 7,79 após o reajuste.

O impacto tende a ser ainda maior em municípios mais distantes da capital, como Pauini, Apuí e Tabatinga, onde fatores logísticos elevam ainda mais o custo do combustível.

Gasolina pode ultrapassar R$ 12

Em algumas localidades isoladas do interior, a expectativa é que o litro da gasolina ultrapasse R$ 12 após o repasse completo do reajuste.

Em Pauini, por exemplo, levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) já registrou o maior preço da gasolina do país, chegando a R$ 9,80 por litro.

Com a nova alta e o custo logístico do transporte fluvial, o valor pode subir ainda mais nos próximos dias.

Outras cidades também registram aumentos

Em Novo Airão, onde a logística é menos complexa, o combustível era vendido a cerca de R$ 7,39, mas empresários do setor já projetam valores superiores a R$ 9.

Já em Parintins, o reajuste chegou rapidamente aos postos, e o litro da gasolina passou a custar cerca de R$ 8,39.

Isolamento e logística encarecem combustível

Segundo levantamento do setor, municípios como Urucurituba, Apuí, Tefé, Japurá, Boca do Acre e Anori também apresentam alguns dos maiores preços do estado.

Entre os principais fatores estão:

  • isolamento geográfico;
  • dependência do transporte fluvial;
  • baixo número de postos de combustíveis;
  • custo logístico elevado.
  • Essas condições fazem com que consumidores do interior do Amazonas paguem alguns dos combustíveis mais caros do Brasil.