O Hospital do Juruá, localizado em Cruzeiro do Sul, reduziu as cirurgias eletivas apenas para os pacientes que tiveram ao menos duas doses do imunizante contra a Covid-19 aplicadas.
De acordo com o diretor clínico da unidade hospitalar, Elcimar Reis, a decisão foi tomada após uma reunião em julho, que estabelecia o retorno das atividades para o mês de agosto. Ainda segundo ele, no mês de setembro havia cerca de 30 cirurgias marcadas, mas apenas 10% foram realizadas.
Elcimar conta que isso acontece não por conta das doses de vacina exigidas, mas sim pela evasão e atraso dos pacientes. “Pedimos que as pessoas compareçam e cheguem na hora marcada, que é às 6:30 horas para que o corpo médico e de enfermagem possa oferecer o melhor serviço. Se houver atraso e se o caso não for urgente, o paciente vai para o final da fila”, comenta ele
As cirurgias eletivas são procedimentos em que não há urgência, segundo o diretor clínico, a maior parte da lista de espera são intervenções relacionadas a vesícula e hérnia.
E onde entra a liberdade individual?
O ocorrido abre brechas para debates, já que invadem de forma direta as liberdades individuais, entretanto, para o advogado especialista em direito médico, Diego Bruno Pinho, o caso é polêmico, mas tem respaldo judicial.
“Eu entendo que é possível, pois aí temos o conflito entre direito individual e direito coletivo, e por se tratar de um conflito de interesses, entre uma pessoa e a coletividade, prevalece o interesse da sociedade.”, explica Diego Bruno.
O advogado também explica que, caso não se tratasse de uma cirurgia eletiva, que não há urgência e nem perspectiva de piora, seria um ato ilegal, mas como não é o caso, o hospital tem respaldo legal para a decisão.
As cirurgias eletivas são procedimentos que não precisam ser realizados com urgência, que podem ser postergadas para uma oportunidade futura, já que não apresentam risco iminente ao paciente.


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