Após reunião entre membros dos sindicatos da Saúde e representantes do governo do Estado, ocorrida na manhã de quarta-feira, 16, os grevistas da Saúde decidiram suspender temporariamente o movimento, que já ocorria há três dias tanto na Capital quanto interior do Estado.
Antes da reunião, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sinteac), Adailton Cruz, em conversa com a imprensa, destacou as reivindicações da categoria acontecem devido há necessidade. Não se tratando de caprichos.
“Estamos reivindicando concurso público, temos um déficit de mil trabalhadores da Saúde, então estamos reivindicando apoio ao trabalhador de Saúde que está em condições subumanas, faltam leitos, medicamentos e reivindicando apoio salarial, a nossa categoria é a mais mal paga do estado”, disse.
Ele reforçou ainda que apesar do movimento, cerca de 70% dos servidores continuam trabalhando para não prejudicar os atendimentos emergenciais e também os casos de Covid-19.
Dentre as pautas do movimento estava a reposição de perdas salariais de 55% a todos os servidores ativos e inativos; correção anual da tabela do PCCR conforme índice inflacionário; adicional covid retroativo a dezembro de 2020; insalubridade no índice de 20% do piso salarial até regularização do novo LTCAT; concurso público em 2021 para início da atividade profissional em 2022; aposentadoria especial – regulamentação da lei; regularizar a situação dos servidores irregulares.
A reunião
Durante a reunião o governo comprometeu-se em realizar até o final de 2021 concurso público com até mil vagas, correção inflacionária, revisão do PCCR e o teto da insalubridade para todos os servidores, dentre outras coisas.
“De certa forma, houve alguns avanços, não era o que queríamos, o que queríamos era reformular o plano para repor as perdas totais, mas devido ao recuo de 2020/21 já é alguma coisa pra quem não tinha nada. O movimento apesar de tudo saiu vitorioso”, afirmou.


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