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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Greve dos caminhoneiros 2026 entra em alerta e governo tenta evitar paralisação nacional

A decisão sobre os rumos do movimento será tomada em uma assembleia realizada nesta quinta-feira (19), em Santos (SP), considerada decisiva pelas lideranças do setor.

Categoria está em “estado de alerta”

Mesmo com os caminhões ainda circulando normalmente, representantes da categoria afirmam que já existe um “estado de paralisação técnica”, aguardando apenas definições oficiais por parte do governo.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, afirmou que a decisão final dependerá da publicação das medidas prometidas.

“A partir da divulgação oficial, vamos avaliar se atende ou não o setor”, declarou o líder.

O que motivou a ameaça de greve

Dois fatores principais explicam o descontentamento da categoria:

  • Alta do diesel: o aumento do preço do petróleo no mercado internacional elevou significativamente o custo do combustível no Brasil;
  • Frete abaixo do piso: caminhoneiros denunciam que empresas seguem pagando valores inferiores ao mínimo obrigatório.
  • Atualmente, o diesel representa cerca de 42% do custo total do frete, o que pressiona ainda mais a renda dos transportadores autônomos.

    Governo apresenta pacote para evitar paralisação

    Na tentativa de conter a crise, o governo federal apresentou um pacote emergencial de medidas para atender parte das reivindicações da categoria.

    Entre as propostas estão:

  • Reforço na fiscalização da ANTT para garantir o cumprimento da tabela de frete;
  • Punição a empresas infratoras, que podem ser impedidas de contratar transporte;
  • Redução do ICMS sobre o diesel, com compensação parcial aos estados.
  • As medidas ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União para entrarem em vigor.

    Medo de repetir crise de 2018

    A possibilidade de uma nova paralisação reacende o temor de uma crise semelhante à de 2018, quando o Brasil enfrentou bloqueios em rodovias por mais de uma semana.

    Na ocasião, houve desabastecimento de combustíveis, alimentos e prejuízos bilionários à economia, afetando diretamente o crescimento do país.

    O que esperar agora

    O cenário segue indefinido e depende diretamente da resposta do governo às demandas da categoria. Caso as propostas não sejam consideradas suficientes, há risco de uma paralisação nacional nos próximos dias.

    Por outro lado, se houver acordo, a greve pode ser suspensa antes mesmo de começar, evitando impactos mais severos na economia e no abastecimento.