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sexta-feira, 24 de julho de 2026
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“Governo Federal é omisso no controle das fronteiras brasileiras”, diz Tião Viana

“Governo Federal é omisso no controle das fronteiras brasileiras”, diz Tião Viana

“O narcotráfico é fator determinante para o crescimento do crime organizado e de todos os problemas relacionados a essa prática ilegal”, essa afirmação é de Eduardo Caldeira de Lima, em seu estudo “Cooperação interagências no combate ao tráfico de internacional de drogas”, de 2017. As fronteiras desprotegidas são portas abertas para o narcotráfico, logo, um questão em que o governo Federal deve agir com as Forças Armadas e suas agências de inteligência e combate ao crime, conforme prega a Constituição.

É isto que o governador Tião Viana vem cobrando desde o início do último ano. Com a elevação dos números de homicídios em todo o país entre 2016 e 2017, o governador acreano já pedia a união entre os estados e o governo federal para uma ação efetiva e conjunta para fechar as fronteiras para o tráfico de drogas.

A articulação de Tião Viana culminou no Encontro de Governadores do Brasil Pela Segurança e Controle das Fronteiras, que reuniu todos os estados e ministros nacionais, em Rio Branco, capital acreana, para discutir as soluções. De lá para cá, as tomadas de decisões por parte do governo federal foram poucas e nenhum efeito surtiu no fator principal, que é o controle das fronteiras.

Só no Acre, mais as fronteiras com os países Peru e Bolívia somam mais de dois mil quilômetros, das quais os rios se tornaram o caminho para a entrada de drogas no Brasil. Só em março e abril deste ano, a Polícia Civil do Acre apreendeu cerca de 170 quilos de drogas na região do Juruá, de onde os rios seguem para o Rio Solimões no Amazonas, rota historicamente usada para o tráfico e motivo de briga entre as organizações criminosas.

Enquanto a União continua diminuindo os recursos para as forças de segurança que atuam nas fronteiras, o governador Tião Viana segue cobrando que o governo federal assuma sua responsabilidade. Ainda esta semana, ele esteve com o Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann para mais uma vez enfatizar a necessidade urgente de agir no foco do problema, os rios, estradas e caminhos abertos para o tráfico.

Com pouco apoio da União, os estados travam uma briga constante contra uma atividade ilegal que movimenta mais de R$ 900 milhões só no Rio de Janeiro. Mesmo assim, a Polícia Militar do Acre, no último ano, prendeu mais de dez mil pessoas em flagrante e tirou de circulação mais de 1200 armas. Este ano, em apenas uma semana, a corporação chegou a prender 100 pessoas, o que mostra o tamanho do problema. A causa principal dessas prisões é em sua maioria o tráfico de drogas.

“A criminalidade relacionada ao tráfico de drogas impacta diretamente a segurança pública e o bem-estar da sociedade como um todo”, confirma a pesquisa de Caldeira.