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sábado, 18 de julho de 2026
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Governador vai a protesto de policiais civis e reunião é agendada para sexta-feira

Os policiais civis que protestavam no hall da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) na terça-feira, 21, reivindicando melhores condições de trabalho, reforma nas delegacias em todo estado e um cronograma de pagamento das verbas relativas ao retroativo das promoções e titulações da classe, tiveram uma surpresa durante a manifestação. Isso porque o governador Gladson Cameli (Progressistas) compareceu ao ato para conversar com os manifestantes. Após um breve diálogo com os agentes da Polícia Civil, o chefe do Executivo agendou uma reunião para sexta-feira, 24.

De acordo com Cameli, o encontro entre ele os membros do Sindicato dos Policiais Civis do Acre (Sinpol-AC) será feito na Casa Civil e os representantes da classe terão a oportunidade de relatar todas as reivindicações e insatisfações que possuem junto ao estado. O chefe do Executivo fez questão de lembrar que essa foi a primeira vez que um governador foi a um protesto feito por funcionários públicos para ouvir as cobranças e tentar buscar a solução em conjunto com todos.

“Eu vou recebê-los e ouvir as reivindicações feitas. A classe realmente precisa de reestruturação, principalmente para atender a sociedade acreana e garantir a sensação de segurança à população, assim como sabemos que a Polícia Civil necessita do mesmo processo. Vamos sentar e montar um cronograma de execução daquilo que o Estado pode e tem condições de fazer imediatamente. Mas tudo será feito em comum acordo e o que ficar acertado será feito”, garantiu o governador.

Ao ser questionado se o pagamento das verbas retroativas de promoções e titulações será feito de imediato, Cameli declarou que as ações do estado serão pautadas conforme as prioridades apresentadas pelos policiais. Ele destacou que a equipe econômica do governo vem fazendo reservas econômicas e cortes de gastos desde o início da gestão, o que pode fazer com que as cobranças dos agentes civis sejam atendidas de imediato. Para o gestor, é necessário um diálogo.

Presidente do Sinpol-AC, Tibério da Costa destacou que o movimento foi para chamar a atenção do governo para pautas que estão sem resolução há anos. Ele destacou que é necessário que novas políticas públicas sejam criadas e efetivadas para que a Polícia Civil seja restruturada. Mesmo discordando com a retirada do status de secretaria do órgão com a Nova Reforma Administrativa, que se aprovada na Aleac, torna a PC uma diretoria, ele pediu que a independência seja mantida.

“Nossos policiais estão trabalhando de forma exaustiva, estamos com problema de efetivo e a sociedade nos cobra um serviço melhor. Mas muitas vezes não temos como atender essa cobrança porque para executar o melhor serviço possível precisamos de uma boa estrutura. Queremos saber do governo do estado se há projetos para melhorar essa situação. Se houver, pedimos que nos apresentem para que saibamos se haverá melhorias concretas para nós e a sociedade”, disse Costa.

O sindicalista afirmou que o pagamento das verbas relativas ao retroativo das promoções e titulações da classe vem sendo adiadas pelo Estado do Acre há vários anos. Ele criticou a alegação do governo de que há uma crise financeira e rebateu o discurso que vem sendo propagando desde o início da gestão lembrando que a Nova Reforma Administrativa propõe a criação de 450 novos cargos em comissão (CEC’S). “Se tem dinheiro para isso, por que não cria mecanismos para pagar os vencimentos dos servidores públicos de carreira? É essa resposta que queremos do governo”.