REPÓRTER OPINIÃO
“Hoje não existe parâmetro para esse tipo de pedido, mas se isso ocorrer mas para frente, não criarei dificuldades se for necessário. Eu não tenho problema nenhum com isso”. A frase é do governador Gladson Cameli (Progressistas) ao descarta momentaneamente uma intervenção federal na Segurança Pública do Estado.
A afirmação do chefe do Executivo ocorre após o deputado estadual Roberto Duarte (MDB), bem como o vereador Emerson Jarude (sem partido) defenderem na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e da Câmara de Rio Branco, respectivamente, a ideia.
Os dois parlamentares chegaram a elaborar um ofício pedido que o governador determine a intervenção. Na Aleac, o emedebista teve pouca adesão dos colegas. Já na Câmara, Jarude conseguiu o apoio de onze vereadores.
Segundo Cameli, as agendas que tem feito em Brasília nesta semana tem também como objetivo buscar o fortalecimento da pasta da Segurança. “Eu estou trabalhando, correndo em todos os ministérios com o objetivo de tentar amenizar essa situação, sentamos com o Ministro Moro que nos garantiu apoio”, disse ele.
Sobre o ofício, Cameli disse que os parlamentares tem o direito de manifestar como bem entenderem, porém “sem politicagem”. “É um direito deles. Como democrata apoio qualquer tipo de manifestação. Eu não sou candidato a prefeito e espero sinceramente que isso não seja uma forma de politicagem”, enfatizou.
Reunião de emergência
O governador frisa ainda que no próximo domingo, 9, será realizada uma reunião de emergência com representantes de todas as forças de segurança do Acre, além dos integrantes das bancadas federal, estadual e demais poderes constituídos do Estado.
“Estou chamando todos os membros dos poderes para uma conversa franca. Quero o apoio de todos, inclusive dos donos dos jornais. Essa união tem que ser conjunta, única, sem desvios para que de fato a população almeje a paz”.
O objetivo, segundo Gladson, é buscar alternativas conjuntas para enfrentar o problema da violência no Estado. Ele reforçou ainda que a cúpula da Segurança Pública não está de braços cruzados e está “fazendo o seu dever de casa”, relacionando providências como o reequipamento das forças de segurança do estado e medidas para aumentar efetivos policiais, como a recente edição de um decreto tratando sobre concurso para a Polícia Civil.


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