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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Golpes do Imposto de Renda disparam: criminosos usam sites falsos e ameaças para enganar contribuintes

Com a proximidade do prazo de entrega do Imposto de Renda, aumentam também as tentativas de golpe utilizando o nome da Receita Federal. Criminosos têm recorrido a mensagens falsas, sites clonados e senso de urgência para enganar contribuintes e obter dados pessoais ou pagamentos indevidos.

Entre as estratégias mais comuns estão mensagens com prazos curtos, ameaças de bloqueio do CPF ou contas bancárias e até promessas de desconto para pagamento imediato.

Mensagens falsas usam dados reais

Para tornar o golpe mais convincente, os criminosos utilizam informações verdadeiras das vítimas, como nome completo e CPF. Além disso, criam páginas que imitam o visual de sites oficiais do governo.

Esses sites fraudulentos induzem o usuário ao pagamento imediato, geralmente via PIX, aumentando o risco de prejuízo financeiro.

Golpes por SMS e aplicativos

Mensagens como “Seu CPF está na lista de pendências da Receita Federal” ou “CPF em processo de suspensão” são comuns neste período.

No entanto, órgãos oficiais não enviam esse tipo de comunicação por SMS, WhatsApp ou Telegram. A Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional utilizam apenas canais oficiais para atendimento.

O acesso seguro deve ser feito pelo e-CAC ou pelo portal da PGFN, sempre com login via Gov.br.

Sites falsos aparecem até em buscas

Outra tática envolve a criação de páginas fraudulentas que aparecem como links patrocinados em mecanismos de busca. Esses sites imitam portais oficiais e podem enganar até usuários mais atentos.

Um dos principais sinais de fraude está no endereço eletrônico. Sites oficiais do governo brasileiro sempre terminam em “gov.br”. Qualquer variação diferente deve ser considerada suspeita.

Além disso, plataformas legítimas exigem autenticação pelo Gov.br. Caso o site solicite CPF e senha diretamente, sem essa verificação, a recomendação é sair imediatamente.

E-mails falsos simulam comunicação oficial

Os golpistas também utilizam e-mails com aparência oficial para enganar vítimas. Em muitos casos, aplicam a técnica conhecida como spoofing, que altera o remetente para simular um endereço legítimo.

As mensagens costumam usar linguagem técnica e termos alarmantes para gerar pânico e induzir o clique em links ou download de arquivos maliciosos.

Como se proteger

A Receita Federal reforça que não envia e-mails com links nem solicita acesso a páginas externas.

Para evitar cair em golpes, especialistas recomendam:

  • Desconfiar de mensagens com tom urgente ou ameaçador;
  • Não clicar em links recebidos por SMS, e-mail ou aplicativos;
  • Verificar sempre se o site termina em gov.br;
  • Acessar serviços apenas pelos canais oficiais;
  • Não informar dados pessoais em páginas suspeitas.
  • Em caso de dúvida, o contribuinte deve consultar sua situação exclusivamente pelos canais oficiais da Receita Federal, garantindo mais segurança e evitando prejuízos.