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segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Glauber Braga registra BO e acusa Hugo Motta e policiais de agressão após tumulto na Câmara

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) registrou um boletim de ocorrência contra a Polícia Legislativa e contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), alegando ter sido vítima de lesão corporal durante o tumulto que tomou o plenário na terça-feira (9). O parlamentar foi removido à força da cadeira da Presidência após ocupar o posto em protesto.

Braga assumiu a cadeira da Mesa Diretora em reação à análise de um pedido de cassação contra ele, motivado pela acusação de agressão a um manifestante do MBL no Congresso, em 2024. A ação provocou a interrupção da sessão e a retirada de jornalistas enquanto a Polícia Legislativa esvaziava o plenário.

No boletim registrado na 5ª Delegacia de Polícia de Brasília, o parlamentar afirma que a retirada violenta foi realizada “por ordem deliberada de Hugo Motta”, informação que, segundo ele, teria sido confirmada pelos próprios policiais envolvidos.

Glauber Braga relatou ter sofrido lesões no braço direito e ter tido o paletó rasgado. Ele acusa os agentes de utilizarem “força sem precedente histórico” contra ele e outros deputados que tentavam intervir. O parlamentar também comparou o episódio à ocupação realizada por deputados de direita em agosto, quando uma obstrução de dois dias foi enfrentada “com mediação prolongada”, segundo o documento.

Deputadas do PSOL também registram queixa

As deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG) também foram à delegacia denunciar agressões sofridas durante a ação. Sâmia apresentou hematomas e afirmou ter sido carregada pelos policiais apesar de o Regimento Interno determinar que parlamentares devem ser apenas convidados a se retirar.

Célia relatou ter sido imobilizada diversas vezes, arrastada e ter perdido os sapatos no tumulto. A deputada afirmou ainda ter torcido o pé, tido o cocar arrancado e caído contra a mesa da Presidência. Ela recebeu atendimento médico e passou por tomografia na Câmara.

Hugo Motta reage e defende ação policial

Após retomar o comando da sessão, Hugo Motta classificou a atitude de Glauber Braga como desrespeitosa ao Legislativo e afirmou que agiu em consonância com os protocolos de segurança.

“A cadeira da Presidência pertence à República, à democracia e ao povo brasileiro. Nenhum parlamentar tem autorização para utilizá-la como instrumento de intimidação ou desordem”, declarou.

Motta determinou que eventuais excessos contra jornalistas também sejam apurados. Segundo o boletim, policiais afirmaram que a ordem do presidente era a retirada “imediata, com uso de força”.

Com informações NDMais