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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Gladson Cameli diz que reforma vai proporcionar a realização de concursos 

O governador Gladson Cameli (PP), em entrevista coletiva na manhã de quinta-feira, 28, no Palácio Rio Branco, disse que a aprovação da PEC que reforma o Sistema de Previdência do Acre possibilitará o Estado, dentre outras coisas, a realização de novos concursos públicos.

Confirmou também que com a economia gerada a partir das mudanças na Previdência estadual mais de 500 novos servidores públicos de carreira para as áreas de Educação e Segurança Pública. “No próximo mês de dezembro vamos convocar 343 novos professores efetivos para a nossa Educação e essa foi uma promessa de campanha que estamos cumprindo com a população. Lembrando que no mês de setembro já tínhamos chamado 200 professores efetivos e vamos muito em breve fazer a nomeação dos aprovados no concurso da Segurança Pública. Serão novos delegados, policiais civis e militares”, disse.

E acrescentou: “O reequilíbrio nas contas do Estado nos dará ainda a possibilidade de realizar novos concursos. Essa foi outra promessa de campanha que fiz. Estou cumprindo com minha promessa que era diminuí o número de professores provisórios”, destacou.

Gladson explicou ainda que reforma trará uma economia de R$ 3,2 bilhões aos cofres públicos na próxima década. Além de assegurar o direito adquirido pelos servidores públicos, de acordo com o Cameli, as mudanças contribuem para que o governo continue honrado o pagamento em dia dos aposentados e pensionistas, criando também um ambiente extremamente favorável para que o estado receba grandes e ousados investimentos em áreas prioritárias como Saúde, Educação, Segurança Pública e Infraestrutura.

”O Estado está precisando de várias obras de infraestrutura e quando olhamos para os cofres públicos vemos que não temos dinheiro para comprar insumos para tapar buracos. Com essa economia de R$ 3,2 bilhões vamos poder fazer grandes obras e melhorar a vida da nossa população que tanto precisa”, frisou.

Ao ser questionado sobre os motivos que o levou a se antecipar a aprovação da PEC Paralela, que está sendo apreciada no Congresso Nacional, na qual incluirá Estados e Municípios na reforma Previdenciária proposta pelo governo federal, Cameli disse que havia urgência em resolver a questão.

“A proposta foi aprovada no Senado e daqui que chegue até às comissões da Câmara, seja votada em primeiro e segundo turno isso já foi para mais do primeiro semestre do ano que vem e nós não temos mais tempo para aguardar. Todos os meses temos que tirar R$ 45 milhões dos cofres públicos para pagar a previdência e mais os empréstimos, isso dá em torno de R$ 130 milhões todo mês. Esse dinheiro poderia estar sendo investido em outras áreas prioritárias”, salientou.

E acrescentou: “A partir do próximo mês já vamos ter uma economia de R$ 8 milhões em relação ao déficit da previdência e já vamos sancionar essa lei para que possa valer imediatamente. Com isso, vamos garantir o direito dos aposentados com o pagamento de suas aposentadorias. A reforma veio para dar equilíbrio e uma reestruturada na máquina governamental, porque a conta não está fechando”.

Outro ponto apontado por ele foi a pressa em renegociar a dívida do Estado. Cameli destaca que a nova previdência é uma exigência da União para que o Acre possa renegociar o pagamento de empréstimos contraídos por gestões passadas e que, se a proposta não fosse votada no menor tempo possível, a situação financeira do estado estaria ainda mais comprometida no próximo ano.

“Quando recebi a informação de que a União estava postergando a renegociação da nossa dívida para o primeiro semestre de 2020, e isso me deixou sem chão, eu não pensei duas vezes, porque tínhamos que encaminhar a proposta da reforma para votação e sabia que as discussões e debates por mais tempo que fosse dado e quem quer politizar, vai politizar, como de fato acompanhamos nesses últimos dias”, disse.

Manifestação na Aleac

Gladson falou também sobre a manifestação dos servidores públicos e sindicalista no dia da votação da PEC. Com a proibição de entrar no Assembleia Legislativa, os manifestantes presentes jogaram ovos no prédio da Aleac, bem como nos policiais militares que faziam o cordão humano em frente ao parlamento.

O governador lamentou o ataque aos PMS e ressaltou que o movimento era político e tinha cores partidárias. Disse ainda que a polícia estaria em frente à Casa do Povo, mas não vetou por entender que tratava-se de uma medida para garantir a integridade física de todos que estavam no local.

“Sabemos que existem deputados e sindicalistas que agem de forma politiqueira para tentar desgastar o governo. Entendo que a presença da PM foi para garantir a integridade física de todos que estavam no local”, salientando que os policiais não mereciam ser alvejados com ovos.