Em reunião com os deputados estaduais, o governador Gladson Cameli (PP) voltou a destacar que o Acre vive um momento delicado em suas finanças. De acordo com o chefe do Executivo, a dívida do Estado hoje é de R$ 3,8 bilhões e que uma das alternativas para equilibrar as finanças seria vender a dívida, o que poderá garantir a economia que pode chegar a R$ 200 milhões por ano.
Na oportunidade, Cameli frisou que o “rombo” financeiro do Estado não teve início em sua gestão, mas nos governos anteriores. “Não tenho culpa do Estado está nesta situação. Não foi eu que contraí e não paguei as dívidas. Todos os municípios que você anda está tudo destruído. Se eu não estivesse enxugando a máquina e correndo atrás de dinheiro, já tínhamos decretados calamidade financeira. Eu não estou sozinho e não podemos dar espaço para quem quer dividir o nosso governo”, disse Cameli ao destacar ainda a importância da votação da LDO
Outro ponto destacado por Gladson foi a união do Executivo e Legislativo. O presidente da Aleac, Nicolau Júnior, e o líder do governo, Gehlen Diniz, também reforçaram a fala do progressista. Importante a união e determinação da base em trabalhar pela aprovação dos projetos de lei apresentados pelo Poder Executivo, cujas propostas têm como objetivo ajustar o estado economicamente para garantir o desenvolvimento do Estado”, disse Nicolau.
Conspirações no governo de Cameli
No encontro, Gladson disse que admitiria mais conspirações no governo dele. Chegou a frisar que existem pessoas que tentam colocá-lo contra a equipe de governo, bem como a base governistas na Aleac.
“O que chama atenção são as conspirações para que as coisas deem errado. Pessoas tentam me colocar contra minha equipe, contra a base do governo. Já estamos com problemas com relação às emendas de bancada, mas eu não sou como o PT ou como todos que não respeitavam o Poder Legislativo”, disse o governador aos parlamentares. E acrescentou: “Tenho boa-fé para trabalhar pelo povo acreano e não tenho dúvida que executaremos todos os projetos para que o Acre volte a crescer e as famílias terem emprego e renda”.
Quanto ao atrito entre a base governista e o chefe da Casa Civil, Cameli pontuou que é preciso “levantar uma bandeira branca”. Ao reforçar que Trindade é um dos homens de sua confiança, o governador garantiu que tem dado as condições possíveis para o secretariado trabalhar e que até dezembro estará acompanhando o desempenho de todos para fazer uma nova avaliação da atuação de cada um.
Estavam presentes os deputados Nicolau Júnior, Ghelen Diniz, Cadmiel Bonfim, Luís Gonzaga, Whendy Lima, Luís Gonzaga, Neném Almeida, Manoel Moraes, Meire Serafim, pastor Wagner, Manoel Pedro, Marcos Cavalcante, Josa da Farmácia, Luís Tchê, Chico Viga, José Bestene e Dra. Juliana.
Também participaram o Chefe da Casa Civil, Ribamar Trindade, o secretário de Relações Políticas e Institucionais, Alisson Bestene, o procurador do estado, Andrey Hollanda.


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