A possível reforma na Previdência Estadual ainda continua geando polêmica entre os servidores públicos e sindicatos. Ao comentar o assunto na sessão de ontem, 12, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o líder do governo, deputado estadual Gehlen Diniz (PP) disse que as manifestações contrárias só ocorreram devido a desinformação acerca da proposta.
Disse ainda que fake news estão sendo espalhadas sobre a matéria a fim de evitar a apreciação no plenário da Casa do Povo. Mais uma vez ele desmentiu que o PL do Executivo retira direitos dos servidores públicos.
“Está sendo divulgado que o governo do Estado pode reduzir o salário dos trabalhadores quando bem entender, mentira. Isso não existe. Que pode demitir o trabalhador quando bem entender, outra mentira. Que o governo do Estado vai acabar com a sexta parte, mentira. Está sendo encaminhado aqui com os sindicatos de que para os atuais, inclusive há uma proposta de emenda nesse sentido, seja mantido tanto a sexta parte, quanto a licença prêmio. Então tudo isso é mentira, tudo fake news, que vai acabar os direitos dos trabalhadores, não. Precisamos fazer uma reforma séria. Não adianta reformar para continuar no que está”, disse o parlamentar ao ressaltar ainda que a proposta do governo trata apenas das regras relativas ao funcionalismo público. Ainda assim a uma parte dos servidores, já que a maioria possui direitos adquiridos.
O líder ressaltou também que o governador tem sido democrático ao ouvir sugestões de mudanças na reforma. “A prova disso é que estendeu o prazo para debates. A PEC só deverá ser votada no dia 26 de novembro”.
O parlamentar destacou ainda a participação dos deputados de oposição e situação nas reuniões com os sindicalistas.
“Agradeço os deputados que têm acompanhado as reuniões com os sindicatos, isso é muito importante. Nós iremos encontrar uma solução para este impasse, vamos construir isso juntos. Vale ressaltar, que não fomos nós que criamos esse problema, ele caiu no colo do atual governo. Já tivemos atraso nos salários de servidores e, caso não façamos essa reforma, isso voltará a acontecer”, frisou.
Culpa das gestões passadas
O parlamentar salientou que a responsabilidade pela atual situação da Previdência Estadual é também dos deputados que integravam a base dos governos do PT.
“Os deputados de oposição falam dessa reforma como se eles não fizessem parte. Foram os vinte anos de desgovernos que quebrou e faliu o Estado. Por isso, temos que reformar hoje, coisa que não fizeram quando estavam no poder. Precisamos de menos demagogia e mais responsabilidade”, disse.
O progressista reforçou a necessidade de aprovar a reforma. “Não fomos nós que criamos o problema. Quando um Estado não paga o salário de seus funcionários, é porque está no fundo do poço. Foi assim que encontramos o Acre em janeiro de 2019 e se as reformas não forem aprovadas, a coisa vai ficar pior. Corremos o risco de não pagarmos quem está na ativa e dos inativos”, disse Diniz, ao lembrar que os prejuízos coma reforma da previdência, se não houver reforma, o prejuízo pode chegar a R$ 1 bilhão por ano. E acrescentou: “O governador Gladson Cameli precisa ser parabenizado pela coragem de enfrentar um problema dos quais os governos dos quais os deputados de oposição sempre fugiram”.


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