Luan Cesar
A Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) sofrerá uma intervenção do Ministério da Saúde (MS) para reduzir a lotação relacionada aos serviços de emergência na unidade em Rio Branco. A Fundhacre integra um grupo de 40 hospitais espalhados pelo Brasil que receberão ajuda da pasta federal para melhorar a fluidez no serviço e dar mais agilidade nos atendimentos feitos.
A ação do Ministério da Saúde faz parte do Projeto Lean Emergência, que já está no quarto ciclo de desenvolvimento de atividades pelo país e começará a visitar as unidades de saúde a partir do mês de fevereiro. Além do Acre, o quarto ciclo atenderá outros 17 estados brasileiros. Mas o MS não informou quantas unidades de saúde no país passarão pelo processo desenvolvido no projeto.
A pasta federal também não informou a data em que o estado acreano receberá a intervenção que será feita. A visita aos 40 hospitais no quarto ciclo do projeto será feita por equipes que integram o quadro do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A Direção da Fundhacre foi procurada para explicar mais sobre o assunto e afirmou que o trabalho não se trata de uma intervenção federal.
Presidente interino da unidade de saúde, Marcelo Lima declarou que a Direção não recebeu nenhum comunicado ou recomendação do Ministério da Saúde que trate sobre uma intervenção. “Não recebemos nenhum comunicado ou qualquer outro procedimento do Ministério da Saúde que não seja o convite para que possamos aderir ao Projeto Lean nas Emergências”, garantiu ele.
Na declaração, dada em entrevista à Agência de Notícias do Acre, o diretor afirmou que a ação é uma parceria da Secretaria de Saúde (Sesacre) com o MS para melhoria dos serviços. Ele afirmou que a meta do projeto é reestruturar 100 serviços de urgência no Brasil, incluindo os feitos pela Fundhacre, e que 450 profissionais sejam capacitados, com 180 protocolos clínicos implantados.
De acordo com o MS, a ideia do Projeto Lean Emergência é reduzir a lotação das unidades e no tempo de chegada em um leito de internação e de passagem pela urgência até a alta hospitalar. A ação, desenvolvida em parceria do Hospital Sírio Libanês, faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na melhoria do SUS.
Ainda segundo a pasta, o projeto ajuda a melhorar a capacidade operacional, organização dos fluxos, processos de trabalho e envolvimento da equipe com a gestão da unidade. Neste ano, o programa completa três anos e cerca de 57 unidades já passaram pela intervenção nesse período. O MS afirma que as unidades que já receberam as ações do projeto apresentaram até 65% de melhora em relação as superlotações e aumento na quantidade de leitos disponibilizado nos locais.


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