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segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Flávio Bolsonaro rejeita ceder espaço a Tarcísio e reforça irreversibilidade da pré-candidatura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) afastou qualquer possibilidade de abrir mão de sua pré-candidatura à Presidência da República para favorecer o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (8), ele disse que uma disputa interna entre ambos seria “uma ignorância muito grande”.

A afirmação ocorre dias após Flávio anunciar que foi escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para substituí-lo na corrida eleitoral de 2026. Preso e inelegível, o ex-presidente delegou ao filho mais velho a missão de representar o bolsonarismo nas urnas.

“Minha candidatura não está à venda”

Flávio reforçou que somente desistiria se Jair Bolsonaro fosse libertado e pudesse concorrer novamente. “É irreversível. Minha candidatura não está à venda. A única possibilidade de eu não ser candidato é o candidato ser Jair Messias Bolsonaro. Não tenho preço”, afirmou.

Ao se apresentar como uma versão mais “centrada” e “equilibrada” do pai, Flávio citou divergências pontuais, como a adesão às vacinas contra a covid-19. “Tenho os mesmos princípios, tenho o sangue Bolsonaro, mas não sou idêntico ao meu pai. Ele não quis tomar a vacina; eu tomei duas doses”, disse.

Tarcísio apoia Flávio, mas lembra outros presidenciáveis da direita

Segundo o senador, Tarcísio foi o primeiro aliado informado sobre sua pré-candidatura. “Foi uma conversa franca, olho no olho. Ele compreendeu e disse que eu teria todo o apoio”, relatou.

Apesar do gesto, Tarcísio mencionou publicamente outros nomes competitivos da direita, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Ratinho Jr. (PSD). O governador reafirmou sua “lealdade inegociável” a Bolsonaro, mas não afastou a possibilidade de protagonismo de outros aliados.

Competitividade eleitoral

Questionado sobre o fato de Tarcísio aparecer melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto, Flávio minimizou o cenário e ressaltou o peso de seu sobrenome. “Atendo a todos os requisitos, com a vantagem do nome Bolsonaro”, declarou.

Levantamento do Datafolha indica que Tarcísio perde para Lula por 47% a 42% em eventual segundo turno, enquanto Flávio aparece com 36% contra 51% do presidente.