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quinta-feira, 25 de junho de 2026
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Filhos mais velhos são mais inteligentes? A surpreendente resposta da ciência

O padrão de pensamento que avalia a ordem de nascimento como fator determinante da personalidade de uma pessoa vem de Francis Galton, o pai da eugenia, que, em 1874, observou que cientistas geralmente eram primogênitos e do psicólogo austríaco Alfred Adler a partir do século XX.

Foi Adler quem definiu que os filhos mais velhos ao serem “destronados” pelo nascimento de irmãos tendem a ser mais responsável, perfeccionista e ansioso, além de desenvolver traços modernos de liderança.

Essas observações levaram a hipóteses nesse estudo que o filho mais velho recebe mais atenção, responsabilidade e estimulo à escolaridade. Já o filho mais novo, é mimado e criativo e os do meio seriam emocionalmente estáveis e pacificadores.

O que dita a sabedoria popular

Com o tempo, os livros populares reforçaram esses paradigmas: os filhos mais velhos são sérios e conscientes, os do meio, amigáveis e conciliadores e os caçulas expansivos e espontâneos.

Em 2015, dois grandes estudos derrubaram a ideia de que ordem de nascimento molda a personalidade apesar de manterem um pequeno efeito sobre inteligência.

Um deles analisou dados de 5.240 americanos, 4.489 britânicos e 10.457 alemães, ao utilizar comparações dentro da mesma família quanto entre diferentes famílias.

Eles não encontraram diferenças significativas em cinco grandes traços: abertura, consciência, extroversão, amabilidade e estabilidade emocional. Porém detectaram que o primogênito parecia levemente superior em testes de QI.

Outro estudo com 377 mil estudantes americanos constatou o efeito cognitivo sutil a favor dos filhos mais velhos, mas relação insignificante entre sintomas de personalidade e ordem de nascimento.

Evidências empíricas dos filhos mais velhos

Apesar de ficarem nos imaginários sociais, as evidências empíricas mostram que a ordem de nascimento tem efeito praticamente nulo nos traços de personalidade, embora haja consenso sobre uma leve vantagem intelectual dos primogênitos.

As explicações para essa vantagem de QI com inteligência superior incluem atenção inicial concentrada nos filhos mais velhos até o nascimento de irmãos, e o “efeito tutor”, ou seja, o primogênito ensina aos mais novos e reforça seu próprio aprendizado.

Embora seja intuitivo achar que a ordem de nascimento molda a personalidade, a ciência revela que, para traços como extroversão ou amabilidade, ela não faz diferença real.

A personalidade de uma pessoa é formada por variáveis culturais, sociais, genéticas econômicas e contextuais. Contudo, a pequena vantagem de QI dos filhos mais velhos persiste, influenciada por atenção mais intensiva dos pais no início da vida e pela interação com os irmãos.

Fonte: NDMais