A Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), realizou na segunda-feira, 12, uma capacitação que teve como tema “Formatação do Preço de Exportação e Análise da Competitividade em Mercados Externos”. O evento teve como público-alvo representantes de empresas como Peixes da Amazônia, Acreaves, Refrigerantes Quinari, Roda Viva Transportes, além membros do Sebrae/AC, Fecomércio, Suframa, entre outras instituições.
Ministrada por Guilherme Bergmann Borges Vieira, sócio da Vasto Desenvolvimento Organizacional, pós-doutor e que atualmente é professor-adjunto da Universidade de Caixas do Sul (RS) e consultor de logística e comércio internacional, a capacitação abordou, por exemplo, os incentivos fiscais existentes e a forma como devem ser considerados na formação dos preços de exportação.
“Essa capacitação envolve basicamente os seguintes aspectos: primeiro, considerando os custos de produção ou os preços de mercado interno, saber formar preços para exportação de diferentes modalidades de venda. Segundo, partindo do preço de exportação que foi formado, as empresas serem capazes de analisar a competitividade, isto é, verificar o valor que chegaria esse produto no mercado de destino, e se o preço proposto está dentro da banda de flutuação dos preços lá no mercado escolhido”, detalhou Vieira.
O consultor informou que Rio Branco é a 10ª capital do país em que ele ministra a capacitação, que é realizada por meio de uma parceria entre Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Sebrae. “Esse evento é bastante interessante para podermos perceber que muitos problemas em que pesam as especificidades de cada região são comuns às empresas exportadoras, aquelas de pequeno porte que estão começando a ingressar nessa atividade [de ascensão ao mercado internacional]. A partir das experiências de outros empreendimentos e regiões, podemos auxiliar da melhor maneira possível as empresas que estão iniciando nessa empreitada”, ressaltou.
De acordo com Sérgio Barroso, gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieac, a instituição tem investido fortemente para que mais empresas acreanas se capacitem e possam expandir seus negócios para além das fronteiras brasileiras. “A gestão da atual diretoria da Fieac não tem medido esforços para que os empreendimentos do Estado estejam preparados e aptos para entrar no mercado internacional. Entendemos que neste momento de grave crise financeira é essencial que as empresas ampliem seus horizontes e não se limitem a atuar somente no mercado nacional”, frisou Barroso.


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