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sábado, 8 de agosto de 2026
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Família denuncia abusos psicológicos sofridos por Joyce Sousa antes de sua morte

A morte de Joyce Sousa de Araújo, de 41 anos, abalou a cidade de Rio Branco na última semana, mas novas revelações sobre os abusos psicológicos sofridos por ela lançaram luz sobre os desafios enfrentados em sua última relação. Durante uma transmissão ao vivo realizada nesta sexta-feira (22), a irmã de Joyce expôs detalhes dos maus-tratos, destacando um histórico de violência psicológica, humilhações e manipulação.

Segundo relatos e provas compartilhadas, Joyce vivia sob constante vigilância de seu ex-companheiro, que limitava sua liberdade, controlava suas finanças e a constrangia a compartilhar sua localização. Ela chegou a buscar ajuda legal e solicitou uma medida protetiva no início de novembro, mas continuou a ser alvo de tormentos.

A irmã da vítima classificou a situação como um “assassinato emocional”, enfatizando o impacto devastador dos abusos na vida de Joyce. Provas documentais, incluindo mensagens, vídeos e áudios, foram entregues à Justiça. Entre as evidências, há registros de ameaças, apologia ao satanismo e acusações caluniosas, que aprofundaram o sofrimento de Joyce.

Além disso, a família revelou que o ex-companheiro chegou a importunar sexualmente a filha de Joyce, o que agravou ainda mais o choque e a indignação. Atualmente, o suspeito estaria em Itabira, Minas Gerais, enquanto a família de Joyce pede justiça e apoio para enfrentar a perda.

A morte de Joyce trouxe à tona a importância de combater a violência psicológica, que é crime no Brasil desde a aprovação da Lei 14.132/2021. A legislação prevê penas de até dois anos de prisão para quem comete esse tipo de abuso, e provas como mensagens e depoimentos podem ser usadas para responsabilizar os agressores.

Amigos e familiares têm se mobilizado para homenagear Joyce e chamar a atenção para a gravidade do caso. “Minha irmã era muito amada na cidade”, afirmou a irmã durante a live, pedindo apoio de psicólogos, da mídia e da sociedade.

A família espera que a história de Joyce sirva como um alerta e encoraje outras mulheres a denunciarem situações semelhantes. “Eu preciso da ajuda de vocês. O que podem fazer pela Joyce?”, concluiu a irmã, emocionada.