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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Explosão de casos no Acre: Dengue sobe 19%, Chikungunya dispara 411% e Estado decreta emergência

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O secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, anunciou nesta quarta-feira (8) a decretação de emergência no Estado em função do aumento expressivo de casos de arboviroses, como dengue, Zika e Chikungunya. O decreto será publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) e visa intensificar ações de prevenção e combate às doenças, além de facilitar a obtenção de recursos junto ao Ministério da Saúde.

Durante coletiva de imprensa realizada na sede da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), em Rio Branco, Pascoal afirmou que o decreto é preventivo e busca uma resposta rápida e coordenada. “Não há motivo para pânico, mas precisamos estar preparados para dar suporte aos municípios neste momento sensível”, destacou.

O aumento no número de casos é alarmante. Segundo a Sesacre, até a 52ª semana epidemiológica de 2024, o Acre registrou:
– 6.346 casos prováveis de dengue, um aumento de 19,3% em relação a 2023, com 24 casos evoluindo para dengue grave e um óbito confirmado em Cruzeiro do Sul.
– 302 casos prováveis de Chikungunya, representando um crescimento de 411,9% em relação ao ano anterior.
– 173 casos prováveis de Zika vírus, um aumento de 49,5% em relação a 2023.

As cidades mais afetadas são Cruzeiro do Sul, Rio Branco e Epitaciolândia, com 11 municípios em situação de risco.

Apesar do aumento de atendimentos, o secretário garantiu que as unidades de saúde não estão superlotadas. “Os leitos hospitalares seguem disponíveis, e os casos graves estão sendo monitorados”, afirmou. Contudo, ele orientou que a população procure URAPs e UPAs para casos não urgentes, evitando sobrecarregar o Pronto-Socorro.

Dois óbitos suspeitos de dengue estão em investigação pela comissão de identificação de óbitos, sendo um registrado em 2024 e outro em janeiro de 2025.

A situação é agravada pelo período chuvoso, que favorece a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor das doenças. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades estão entre os grupos mais vulneráveis.

Além disso, a circulação de outros vírus, como o Mayaro e o Oropouche, torna o diagnóstico mais desafiador e aumenta a pressão sobre o sistema de saúde.

Para enfrentar a crise, o Acre está seguindo as diretrizes do Plano de Contingência para Enfrentamento das Arboviroses 2025, que inclui ações conjuntas entre Estado e municípios para mitigar os impactos.

Pascoal reforçou o pedido de colaboração da população: “Eliminar criadouros de mosquitos e buscar atendimento adequado são atitudes essenciais para contermos essa crise”.