A capital acreana enfrenta um preocupante aumento nos casos de COVID-19, com um salto de 400% no número de confirmações em apenas uma semana. O crescimento acelerado acendeu um alerta entre as autoridades de saúde, que começam a intensificar as ações de combate à doença.
Apesar do crescimento expressivo, as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da cidade permanecem sem registros de casos graves. Essa situação é atribuída à ampla campanha de vacinação realizada no estado, que tem contribuído significativamente para a redução de internações e óbitos desde 2023.
Dados epidemiológicos revelam uma queda na incidência da COVID-19 entre 2023 e 2024. Em 2023, a taxa foi de 896,1 casos por 100 mil habitantes, enquanto em 2024, até a Semana Epidemiológica 49, caiu para 269,4 casos por 100 mil. Entretanto, o recente aumento de casos em Rio Branco reforça a necessidade de atenção e vigilância.
Em 2024, Assis Brasil lidera em incidência, seguido por Cruzeiro do Sul e Rio Branco. As faixas etárias mais afetadas são de 30 a 39 anos entre mulheres e de 40 a 49 anos entre homens, com uma predominância geral de 63,6% de casos entre o sexo feminino. A maioria dos pacientes confirmados é parda (65%), seguida por brancos (11,2%) e amarelos (10,7%).
A mortalidade segue concentrada entre idosos acima de 60 anos, com predomínio masculino e forte associação à presença de comorbidades (68,9% dos casos fatais). O coeficiente de mortalidade atual é de 45 óbitos por 100 mil habitantes, enquanto a letalidade é de 0,4%. O município de Bujari apresenta os índices mais elevados de mortalidade e letalidade, exigindo resposta imediata das autoridades.
Para conter a escalada dos casos, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) intensifica as campanhas de vacinação, fiscaliza aglomerações e orienta a população sobre o uso de máscaras em locais fechados. “A colaboração da comunidade é fundamental para evitar uma nova onda de internações”, afirmou a Sesacre em nota.


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