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domingo, 2 de agosto de 2026
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EUA divulgam primeiros documentos dos “Epstein Files” após pressão do Congresso

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou nesta sexta-feira (19) a divulgação de um amplo conjunto de documentos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual.

A liberação ocorre após a aprovação da Epstein Files Transparency Act, lei aprovada pelo Congresso norte-americano que obriga o governo a tornar públicos registros e materiais não classificados sob posse do Departamento de Justiça. Segundo as autoridades, novos lotes de documentos devem ser divulgados nas próximas semanas.

Os arquivos divulgados fazem parte de um acervo que envolve investigações conduzidas ao longo de anos, incluindo materiais ligados ao processo que resultou na condenação de Ghislaine Maxwell, ex-associada de Epstein, sentenciada em 2021 a 20 anos de prisão por envolvimento no esquema de tráfico sexual.

Apesar do volume expressivo, parte dos documentos aparece com trechos tarjados. A própria legislação prevê exceções para informações cuja divulgação possa comprometer investigações federais em andamento ou expor dados sensíveis.

O que determina a nova lei

A norma estabelece que o Departamento de Justiça publique registros, documentos, e-mails, comunicações e materiais investigativos não classificados relacionados ao caso Epstein. Ao mesmo tempo, autoriza a retenção temporária de conteúdos que possam colocar em risco apurações ainda em curso.

Além disso, o texto obriga o envio ao Congresso, em até 15 dias após cada liberação, de um relatório detalhando o que foi divulgado, o que foi retido, as justificativas para as tarjas aplicadas e a relação de autoridades e pessoas politicamente expostas mencionadas nos documentos.

Repercussão política

A divulgação dos “Epstein Files” ocorre em meio a forte pressão política e pública. Segundo a imprensa internacional, o então presidente Donald Trump chegou a se posicionar contra a divulgação dos arquivos quando o projeto avançava no Congresso, mas mudou de postura meses depois e passou a apoiar a proposta.

O tema ganhou novo fôlego após declarações de aliados e adversários políticos questionarem possíveis omissões e a falta de transparência do governo em relação ao caso. A presença de figuras públicas em imagens e registros divulgados, no entanto, não representa, por si só, indício de envolvimento em crimes, segundo ressalta o próprio Departamento de Justiça.

Conteúdo dos documentos

De acordo com reportagens do jornal britânico The Guardian, os arquivos incluem registros de encontros sociais, comunicações e imagens de Epstein ao lado de personalidades conhecidas. O Departamento de Justiça reforça que o material divulgado não constitui prova automática de irregularidades por parte das pessoas citadas.

As autoridades afirmam que o processo de liberação seguirá de forma gradual, à medida que novas análises forem concluídas, ampliando o acesso público a informações consideradas de interesse nacional.