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sábado, 1 de agosto de 2026
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Estudo do Governo Federal aponta 17 municípios do Acre em risco de desastres ambientais

Um estudo encomendado pelo governo federal revelou que 17 municípios do Acre são suscetíveis a desastres ambientais, como deslizamentos, enxurradas e inundações. Estes municípios são: Assis Brasil, Brasiléia, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Porto Acre, Rio Branco, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira, Senador Guiomard, Tarauacá e Xapuri.

Esses municípios fazem parte de uma lista de 1.942 localidades que deverão receber prioridade nas ações da União em gestão de risco e desastres naturais. O estudo identificou que pelo menos 74.347 acreanos estão em situação de alto risco. Dados atualizados até 2022 mostram que os estados com a maior proporção de população vivendo em áreas de risco são Bahia (17,3%), Espírito Santo (13,8%), Pernambuco (11,6%), Minas Gerais (10,6%) e Acre (9,7%). Em contraste, os estados mais protegidos contra desastres são Distrito Federal (0,1%), Goiás (0,2%), Mato Grosso (0,3%) e Paraná (1%).

Em fevereiro, o governador Gladson Cameli decretou situação de emergência em 17 cidades do Acre afetadas por inundações. Esta medida foi tomada poucos dias após um decreto de emergência devido às chuvas intensas no estado.

Entre 2013 e 2022, o Acre contabilizou 154 desastres naturais, conforme levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CMN). Desastres naturais são causados por fenômenos e desequilíbrios da natureza, podendo ser agravados pela atividade humana. A análise da CNM, baseada em decretos municipais expedidos entre esses anos, revelou que 93% dos municípios brasileiros foram atingidos por desastres naturais, como tempestades, secas, inundações e enxurradas, levando a estados de emergência ou calamidade pública.