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segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Estudo diz quais são as facções criminosas ainda presentes em Boca do Acre

O estudo ‘Cartografias da violência na Amazônia’, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nessa quinta-feira (30), revela quais são as principais facções criminosas que atuam e disputam dominação e território em Manaus e outros municípios do estado, entre eles, Boca do Acre, apesar da presença imponente da Polícia Militar, desde 2019, com a chegada do agora Capitão Bruno Almeida.

Arrisca-se a afirmativa de que quaisquer facções que ousam ainda ter a persistência na atuação em Boca do Acre, como dito anteriormente, foram asfixiadas diante do trabalho bastante presente da PM, que devolveu a sensação de segurança à cidade, diminuindo de forma significativa a fonte de oxigênio do crime organizado, que é o tráfico de drogas.

Não é exagero dizer que a Polícia Militar de Boca do Acre levou os traficantes e as facções abrirem falência.

A divulgação do estudo aponta que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital são as organizações criminosas que estão em conflito no município. Apesar de essa afirmativa ter base investigativa, até pouco tempo atrás os que se digladiavam por domínio territorial eram o Bonde dos 13, facção oriunda do Acre, e o Comando Vermelho.

É a primeira vez que se ouve falar na presença do PCC em terras bocacrenses. A facção criminosa que tem origem em São Paulo e é tida como a maior do Brasil, nunca havia sido falada em Boca do Acre.

O estudo também apontou a presença das facções que estão em conflito na capital do Estado. Segundo dados da pesquisa, as facções Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC), Família Do Norte (FDN) e Cartel Do Norte (CDN).

Ainda segundo o levantamento, dos 62 municípios do Amazonas, 27 têm a presença de facções criminosas, inclusive internacionais. Em 21 cidades, há disputa entre facções. Em outras seis, há uma facção dominante.

Cidades onde há conflito entre facções:
Nhamundá (CV e PCC)
Urucará (CV e PCC)
Itacoatiara (CV, PCC e RDA)
Rio Preto da Eva (CV e PCC)
Manaus (CV, PCC, FDN e CDN)
Manacapuru (CV e FDN)
Manicoré (CV e PCC)
Canutama (CV e PCC)
Lábrea (CV e PCC)
Boca do Acre (CV e PCC)
Atalaia do Norte (CV, PCC e Os Crias)
Amaturá (CV e PCC)
Santo Antônio do Içá (CV e PCC)
Tabatinga (CV, PCC, CDN e Os Crias)
Tonantins (CV e PCC)
Japurá (CV, EMC e EX-Farc Carolina Ramirez)
São Gabriel da Cachoeira (CV, PCC, ELN – Ex- Farc Acácio Ramirez)
Barcelos (CV, PCC e Os Crias)
Codajás (PCC e Piratas dos Solimões)
Coari (PCC e Piratas dos Solimões)
Tefé (PCC e Piratas dos Solimões)

Cidades dominadas por apenas uma facção:
Iranduba (CV)
Ipixuna (CV)
Guajará (CV)
Benjamin Constant (CV)
São Paulo de Olivença (CV)
Jutaí (CV)

Os dados mostram ainda que os estados Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e por parte do Maranhão, que compõem a Amazônia Legal, somam 22 facções criminosas nacionais e estrangeiras, que movimentam o tráfico de drogas.

As facções estão presentes em 178 das 772 cidades da Amazônia Legal (24,6%), quase um a cada quatro municípios.