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quarta-feira, 19 de agosto de 2026
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Estudantes afirmam ter sido humilhadas por professor do curso de Direito da Estácio/Unimeta

A estudante do curso de Direito da Estácio/ Unimeta, Bárbara Guedes, 20 anos, usou as redes sociais para denunciar o professor Fábio Santos por humilhação. Segundo a universitária, a situação vexatória teria ocorrido na última terça-feira, 9, em Rio Branco, durante a apresentação de um trabalho de aula.

Em seu Instagram, Bárbara contou a sua versão dos fatos

O grupo composto por Bárbara Guedes, Ingrid Silva, Geovana Carneiro e Tiago Sarmento estava responsável pelo tema “maus-tratos”, do art. 136 do Código Penal. Em entrevista ao OPINIÃO, as jovens afirmaram ter apresentado todo o conteúdo com domínio e aptidão, mas, segundo elas, o professor não teria prestado atenção.

“90% do conteúdo que estava no livro, nós apresentamos. Mas, ele não ouviu a nossa apresentação. Apresentamos sem nada em mãos, não estávamos lendo, mostramos que tínhamos aprendido. Mas, ele não viu a nossa apresentação, ele [o professor Fábio] passou a apresentação inteira conversando e olhando o celular”, relatou Geovana.

Durante a entrevista, Bárbara e Geovana se emocionaram e choraram ao relembrar o caso. As jovens contam ainda que após finalizarem a exposição do conteúdo, os colegas de aula fizeram perguntas, as quais foram respondidas pelo coletivo. Posteriormente, Fábio teria se aproximando com gritos e palavrões.

“Ele disse assim: ‘vocês não leram a po*** do livro?’ e começou a falar muito alto, sabe! Naquele momento, eu percebi que ele estava muito alterado, não foi normal, não era algo normal”, disse Geovana.

As três estudantes concederam entrevista ao OPINIÃO (Fotos: Arquivo Pessoal)

Para Bárbara, a forma como o professor se comporta intimida muitos estudantes. “As pessoas quando vão apresentar um trabalho para ele se preparam muito, inclusive, psicologicamente. Como foi o meu caso. Em outras apresentações de outros professores ninguém fica dessa forma, demonstrando nervoso, demonstrando preocupação, porque sabem que não vão ser tratados dessa forma que a gente foi tratada”, destaca Bárbara.

Procurado pelo OPINIÃO, Fábio Santos, que é coordenador do curso de Direito da Estácio/Unimeta, afirmou lamentar a situação e contou a sua versão dos fatos. “O grupo soube responder parcialmente as perguntas dos alunos. Mas, as que eu fiz não souberam responder. E eu questionei como elas apresentavam uma matéria e não tinham domínio sobre o conteúdo, disse que teriam a oportunidade de apresentar os conteúdos ou, no máximo, tirar 1 ponto naquela apresentação”, conta Fábio, que diz que sido informado sobre a exposição do caso, nas redes sociais, por meio de alunos.

Desdobramentos do caso

Ao publicizar a situação, Bárbara espera que a instituição Unimeta/Estácio tome medidas cabíveis, após apurar os fatos. Segundo a jovem, mais de 100 estudantes a procuraram pelas redes sociais para denunciar Fábio por situações semelhantes à sua. Em seu Instagram, a jovem tem compartilhado o print das mensagens recebidas.

“Eu recebi mais de 100 casos, todo mundo tem medo de expor a situação. Então, pelo amor de Deus, não foi só com a gente que aconteceu isso, foi com mais de 100 pessoas”, observa Bárbara Guedes.

O professor também afirma ter recebido o apoio de muitos estudantes da instituição e ex-alunos. “Eu liguei para ela e perguntei: ‘filha, é o seguinte, a gente tem que ver essa situação, você pode conversar com o colegiado, se tiver alguma coisa para resolver eu acho que as redes sociais não é o melhor caminho’. Eu não cometi crime nenhum! Não sei qual a intenção do grupo, se é para buscar uma nota ou se é porque ela [Bárbara] é influenciadora digital”, disse Fábio.

O professor Charles Brasil, que também leciona no curso de Direito da Estácio, é a favor de que uma investigação séria e isenta seja realizada para apurar o caso, assegurar o direito dos envolvidos e resguardar a instituição de ensino. “O ensino de forma alguma coaduna com a violência. Uma investigação séria e isenta precisa ser realizada para preservar o curso, os demais professores e professoras da instituição. Nosso curso é muito bom, temos bons discentes, professores e professoras comprometidas com o ensino de qualidade. Na Estácio/Unimeta há uma preocupação com a qualidade do ensino, por isso acredito que os fatos precisam de investigação”, destacou Charles.

Segundo Bárbara, o grupo está buscando entender toda a situação para encaminhar aos órgãos responsáveis e tomar as medidas cabíveis.