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domingo, 5 de julho de 2026
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Esquema com eletrônicos ilegais movimenta R$ 1 bilhão e é alvo de operação da PF e Receita

Investigação aponta uso de empresas de fachada e vendas em grandes plataformas digitais para comercialização de produtos sem imposto

Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal desarticulou um esquema criminoso que movimentou cerca de R$ 1 bilhão com a venda de eletrônicos ilegais no Brasil. A ação, batizada de Operação Platinum, revelou a atuação de uma organização que utilizava empresas de fachada para comercializar produtos de marcas conhecidas no mercado.

De acordo com as investigações, o grupo vendia aparelhos eletrônicos sem o pagamento de impostos, incluindo smartphones, robôs aspiradores e equipamentos de internet via satélite. Entre as marcas citadas estão Apple, Samsung e Xiaomi.

Vendas eram feitas em grandes plataformas

Os produtos eram comercializados por meio de plataformas populares de e-commerce, como Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza. Apenas uma dessas plataformas registrou mais de R$ 300 milhões em vendas ligadas ao grupo entre 2020 e 2024.

Segundo a investigação, os eletrônicos eram trazidos ilegalmente do Paraguai e distribuídos em diversos estados brasileiros.

Como funcionava o esquema

A organização criminosa operava de forma estruturada. Uma parte do grupo era responsável pela logística, incluindo transporte das mercadorias com apoio de batedores e olheiros. Outra atuava na intermediação das compras no exterior.

Para dar aparência de legalidade, eram utilizadas empresas “noteiras”, responsáveis pela emissão de notas fiscais frias. A Receita Federal identificou ainda o uso de “laranjas” para abertura de contas bancárias e registro das empresas de fachada.

Mandados e desdobramentos

A Justiça Federal autorizou o cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão em diferentes estados, incluindo Paraná, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

O Magazine Luiza informou que não foi notificado oficialmente e destacou que exige nota fiscal em todas as transações realizadas em sua plataforma. A Shopee não se manifestou até o momento.

Com informações NDMais