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sábado, 15 de agosto de 2026
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Entenda os motivos de preocupação com a variante indiana

A nova variante do coronavírus Sars-CoV-2, descoberta recentemente na Índia está sendo acompanhada com atenção por cientistas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições da área ainda estão estudando a variante, denominada B.1.617, e, embora ainda não esteja totalmente comprovado que ela seja mais transmissível ou mortal, há muitos indícios de que ela seja um dos motivos por trás do aumento exponencial de casos da Covid-19 na Índia nas últimas semanas.

Mutações em vírus são comuns, mas a maioria delas não afeta a capacidade de transmissão ou de causar formas graves de doenças. No entanto, algumas mutações, como as presentes nas variantes do coronavírus do Reino Unido, da África do Sul e do Brasil, podem torná-lo mais contagioso.

A B.1.617, também chamada de variante indiana, carrega duas mutações na proteína spike do coronavírus que já foram identificadas em outras variantes pelo mundo. Elas foram associadas, em outras análises, a uma capacidade reduzida de neutralização do coronavírus por anticorpos ou células T.

Uma das mutações da variante indiana, a E484Q, é semelhante à E484K, identificada nas variantes britânica (B.1.1.7), sul-africana (B.1.351) e brasileira (P1). A outra mutação relevante da cepa originária da Índia, a L452R, foi detectada na variante da Califórnia (B.1.429).

Variante pode estar por trás de aumento de casos

Mesmo antes de haver evidências científicas de que a variante indiana fosse mais transmissível, especialistas da Índia já acreditavam que ela poderia estar relacionada ao grande aumento de casos da Covid-19 no país nas últimas semanas. Somente no dia onze de maio, quase 230 mil novas infecções foram registradas oficialmente.

A grave situação da pandemia no país fez o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, cancelar a viagem que faria à Índia na próxima semana. Por precaução, o Reino Unido vai restringir viagens à Índia a partir de sexta-feira. 

A variante foi observada pela primeira vez no final de 2020 em dois estados da Índia e confirmada no final de março.

A descoberta foi resultado de um esforço global de sequenciamento genético, com o objetivo de detectar, o quanto antes, qualquer modificação do vírus que possa torná-lo mais transmissível, capaz de causar mais sintomas sérios ou tornar os testes, vacinas ou medicamentos ineficazes.

A variante já foi registrada em países como Reino Unido, Alemanha, Austrália, Bélgica, Estados Unidos e Cingapura. (Com informações MB Brasil)