Moradores de alguns bairros de Rio Branco afirmam que a água fornecida pelo Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa) chega suja e com muitos resíduos desde o fim de semana. De acordo com os usuários, que dependem do fornecimento para lavar louça, roupa, cozinhar e até mesmo para consumo próprio, a água vem barrenta (quando não há o processo de purificação para remover a terra) e cheia de pequenos resíduos sólidos, como pedras.
Segundo Graça Pereira, que mora no bairro Ivete Vargas, o problema ocorre desde o último sábado, 19, e vem prejudicando a rotina de casa, já que ela se vê obrigado a comprar água de caminhão pipa para abastecer a residência.
“No final de semana, a água veio, mas não subiu para a caixa de cima. Nesta segunda ela veio, mas com uma coloração estranha. Comentei com os vizinhos e todos eles falaram a mesma coisa”, comentou a dona de casa.
A mesma situação ocorre com Raimunda Souza, que reside no bairro Apolônio Sales. Ela afirma que notou o problema no último domingo, 20, quando a água começou a chegar suja. Porém, ela não procurou saber o motivo por achar que o problema estava na encanação.
“Percebi que a água estava suja mesmo quando verifiquei a caixa que fica no chão e estava suja. Mas, eu tinha lavado ela no dia anterior”, relatou.
Diretor de operações do Depasa em Rio Branco, Vinícius Otsubo afirma que o órgão não recebeu nenhuma reclamação formal do tipo até a segunda-feira, 21. Ele diz que algumas denúncias informais foram realizadas, mas que nenhum procedimento foi adotado porque é necessário que as reclamações sejam comunicadas formalmente. “Peço que algum morador que esteja passando por essa situação faça o comunicado para a gente. Nossa intenção é prestar um serviço de qualidade”.
Otsubo explica que as reclamações informais recebidas não ajudam a solucionar o problema porque as informações são desencontradas e escassas, o que dificulta o trabalho de averiguação e consequente solução do problema. Questionado se a situação pode ter sido causada pela elevação do nível das águas do Rio Acre, que na semana passada ultrapassou a cota de transbordamento, que é de 14 metros, ele explica que vários fatores podem ter influenciado a queda na qualidade.
“Pode ser que essa subida tenha afetado a qualidade. Na cheia a gente tem um problema grande com a turbidez da água. Quando ela está elevada, aumenta o nosso custo para o tratamento. Mas é precipitado falar na causa sem averiguar, vamos fazer isso desde a ETA até a distribuição nas casas para entender o real motivo. Nesta semana vamos instaurar um procedimento para verificar a situação e apresentar uma solução o mais rápido possível”, garante o diretor de operações do Depasa.


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