Luan Cesar
Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) apontam que mais de mil pessoas do público alvo foram imunizadas contra o sarampo em Rio Branco. Em todo Acre, a campanha de vacinação iniciou no dia 10 deste mês e pretende alcançar mais de 3,7 pessoas entre 5 e 19 anos nos 22 municípios acreanos. Esta é a terceira etapa da campanha executada pelo Ministério da Saúde (MS) em parceria com os estados e municípios brasileiros, as duas primeiras foram feitas em 2019.
Diretora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco, Socorro Martins afirmou em entrevista concedida ao portal de notícias G1 Acre que a procura pelas doses nas unidades da cidade que realizam a aplicação tem sido boa desse o início da ação. Entretanto, ela explicou que um intenso trabalho é desenvolvido para alcançar a meta estabelecida pelo MS, que é de imunizar 95% do público alvo até o final da vacinação local, no dia 13 do próximo mês.
“A procura está sendo boa e a gente ainda vai ter novos dados que vão entrar porque ainda não fechamos o mês de fevereiro A campanha ainda está em curso, então, todas as pessoas que ainda não têm a segunda dose, ou até mesmo a primeira dose, devem procurar qualquer unidade de saúde e a tríplice viral que é a vacina que imuniza contra o sarampo, caxumba e rubéola e estarão disponíveis até o dia 13”, declarou a diretora da Semsa na entrevista dada ao portal de notícias.
Socorro destacou que é necessário que a população integrante do público alvo compareça às unidades de saúde para receber a dose da vacina. Ao todo, 56 unidades de saúde na capital ofertam a imunização contra a doença.
Das 3,7 mil pessoas com idades entre 5 a 19 anos que devem ser imunizadas durante a primeira etapa em todo estado, mais de 1,5 mil estão em Rio Branco conforme os dados da Vigilância Epidemiológica da Semsa. Do total de pessoas que devem ser vacinadas em todo o Acre, 2.571 mil têm idade entre 5 a 9 anos. Conforme a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), cerca de 1.227 mil adolescentes entre 10 e 14 anos são esperados, outra parte do público alvo, devem ser vacinados.
Campanha e doença
Com o objetivo de interromper a transmissão do sarampo, eliminar a circulação do vírus no país e garantir cobertura vacinal, o Ministério da Saúde traçou uma estratégia nacional com três etapas. As duas primeiras foram executadas nos 26 estados e no Distrito Federal ao longo de 2019. Nestas duas primeiras etapas, foram atendidas crianças de seis meses até cinco anos de idade, além da população de 20 a 29 anos. Neste ano, três etapas também serão feitas. Esta é a primeira delas.
Esta etapa é direcionada a pessoas a partir dos cinco anos porque devido à pouca idade, os bebês são mais vulneráveis às doenças e a dose zero serve para preveni-los o quanto antes do sarampo, que pode levar à morte em casos mais graves. As outras duas fases devem ser realizadas entre junho e agosto, com o reforço para o público de 20 a 29 anos, e na segunda quinzena de agosto, para reforçar a imunização do público de 30 a 59 anos de idade, conforme o cronograma do MS.
Devido ao aumento de casos de sarampo em alguns estados, todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas (dose extra). A primeira dose é destinada para bebê de um ano (12 meses) e a segunda deve ser aplicada aos 15 meses de idade. Para pessoas entre 1 e 29 anos que receberam apenas a primeira dose é necessário que completem o esquema vacinal contra.
Quem nunca recebeu a imunização contra a doença deve tomar duas doses se estiver entre 1 e 29 anos. A partir dos 30 anos, em caso de nunca ter sido vacinada, a pessoa precisa somente de uma dose. O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. A transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina ofertada nas unidades de saúde espalhadas pelo estado.
A vacina é contraindicada durante a gestação, ou seja, para mulheres grávidas. Isso porque elas são produzidas com o vírus do sarampo vivo, apesar de atenuado. Como gestação tende a diminuir a imunidade da mulher, o que deixa o sistema imunológico mais vulnerável, a vacina pode desenvolver a doença ou complicações. O recomendado pelo Ministério da Saúde é que a mulher que faça planos de engravidar tome todas as doses da vacina antes, podendo esta ser a tríplice ou a tetra viral, e mantenha toda a rotina prevista no Calendário Nacional de Vacinação atualizada.


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